Preso, Delcídio recebe salário, benefícios e mantém gabinete

Como a prisão de um senador da República é algo inédito, a Secretaria-Geral da Mesa do Senado interpreta que Delcídio Amaral (PT-MS) está "licenciado" do cargo e não comparece às sessões na Casa por estar "impedido"; seu salário, direitos e benefícios foram mantidos, portanto, mesmo ele estando preso por quase dois meses; o parlamentar continua recebendo auxílio moradia de R$ 5.500 e seu gabinete segue em funcionamento

Senador Delcídio Amaral (PT-MS) concede entrevista. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
Senador Delcídio Amaral (PT-MS) concede entrevista. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado (Foto: Gisele Federicce)


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247 - Apesar de preso por quase dois meses no âmbito da Operação Lava Jato, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) continua a receber normalmente seu salário e benefícios, como um auxílio moradia de R$ 5.500, segundo reportagem de Isabel Bonfim, do Estado de S. Paulo.

Como a prisão de um senador da República é algo inédito, a Secretaria-Geral da Mesa do Senado interpreta que Delcídio Amaral (PT-MS) está "licenciado" do cargo e não comparece às sessões na Casa por estar "impedido", explica a reportagem.

Seus direitos, portanto, foram mantidos e inclusive seu gabinete segue em funcionamento, com funcionários que respondem emails, correspondência e atendem a telefonemas. Uma funcionária assumiu o posto do chefe de gabinete, Diogo Ferreire, que foi preso junto com Delcídio.

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Os dois foram acusados de atrapalhar as investigações. Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, levou à Polícia Federal a gravação de uma reunião com seu advogado, Delcídio e Diogo Ferreira, em que discutiam uma possibilidade de fuga de Cerveró do País. Na interpretação dos investigadores, Delcídio tentava evitar a delação premiada do ex-dirigente da estatal.

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