Presidente do STF repudia discurso de Alvim: ofensa ao povo brasileiro, em especial à comunidade judaica
“Há de se repudiar com toda a veemência a inaceitável agressão que representa a postagem feita pelo secretário de Cultura”, afirmou Dias Toffoli, em nota divulgada à imprensa
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247 - Em nota divulgada à imprensa, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, repudiou a fala de Roberto Alvim, demitido nesta sexta-feira 17 da Secretaria de Cultura do governo de Jair Bolsonaro, em que imita a fala de Joseph Goebbels, ministro de Adolf Hitler na Alemanha nazista.
“É uma ofensa ao povo brasileiro, em especial à comunidade judaica”, afirmou Toffoli. “Há de se repudiar com toda a veemência a inaceitável agressão que representa a postagem feita pelo secretário de Cultura”, completou.
O ministro Gilmar Mendes foi outro membro do STF a se manifestar, por meio de sua conta no Twitter. Ele postou uma mensagem em defesa da cultura e contra o autoritarismo: “A riqueza da manifestação cultural repele o dirigismo autoritário nacionalista. A arte é, na sua essência, transformadora e transgressora. O que faz do Brasil um país grandioso é a força da sua cultura, fruto de um povo profundamente miscigenado e diversificado”.
O ministro Marco Aurélio Mello, segundo a Revista Crusoé, afirmou que apesar da fala de inspiração nazista, medidas judiciais não são cabíveis contra Roberto Alvim. “Do ponto de vista jurídico, temos a liberdade de expressão. Retrocesso cultural e democrático é inibir, proibir. Se alguém comprometer o governo, que o governo afaste-o. Mordaça, não”, disse.
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