Presença da PM-DF na UnB revolta estudantes

A presença da PM-DF na Universidade de Brasília (UnB) tem amedrontado vários estudantes que veem a iniciativa como invasão à privacidade de jovens e reclamam de falta de diálogo com a reitoria; militares argumentam que é preciso combater violência e o consumo drogas; pichações e grafites com suposta apologia às drogas também foram apagadas, pintadas de cinza, o que levou a reitora Márcia Abrahão a ser chamada de "Márcia Dória"; relatos são de que a PM prende e é violenta, não tratando universitários com a dignidade merecida

A presença da PM-DF na Universidade de Brasília (UnB) tem amedrontado vários estudantes que veem a iniciativa como invasão à privacidade de jovens e reclamam de falta de diálogo com a reitoria; militares argumentam que é preciso combater violência e o consumo drogas; pichações e grafites com suposta apologia às drogas também foram apagadas, pintadas de cinza, o que levou a reitora Márcia Abrahão a ser chamada de "Márcia Dória"; relatos são de que a PM prende e é violenta, não tratando universitários com a dignidade merecida
A presença da PM-DF na Universidade de Brasília (UnB) tem amedrontado vários estudantes que veem a iniciativa como invasão à privacidade de jovens e reclamam de falta de diálogo com a reitoria; militares argumentam que é preciso combater violência e o consumo drogas; pichações e grafites com suposta apologia às drogas também foram apagadas, pintadas de cinza, o que levou a reitora Márcia Abrahão a ser chamada de "Márcia Dória"; relatos são de que a PM prende e é violenta, não tratando universitários com a dignidade merecida (Foto: Leonardo Lucena)


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Brasília 247 - Medo. Esse é o sentimento de vários estudantes da Universidade de Brasília (UnB) que veem a presença da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) como invasão à privacidade de jovens. Militares argumento que é preciso combater violência e o consumo drogas. Pichações e grafites com suposta apologia às drogas também foram apagadas, pintadas de cinza, o que levou a reitora Márcia Abrahão a ser chamada de "Márcia Dória", em alusão ao prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), que mandou apagar grafites na capital paulista. Porém, os relatos são de que a PM prende e é violenta, não tratando universitários com a dignidade merecida.

Hélio Barreto, da coordenação geral do Diretório Central dos Estudantes da UnB, afirma que o DCE "não tem informações concretas sobre como foi a situação desde que acharam a plantação de maconha no Centro Olímpico".

"Mas, sabemos que existe essa relação da própria administração da universidade com a polícia, de tentar resolver o problema. E a gente acha que o primeiro órgão que a Reitoria tem que procurar para responder esse tipo de problema não é a polícia militar e, sim, os próprios estudantes. Porque sabemos que a universidade é uma comunidade diferenciada e que precisamos se entender aqui dentro", disse. As informações e as entrevistas são do site Manga com Leite.

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Segundo Barreto, não se pode transformar essa situação em caso da polícia. "A Policia Militar, querendo ou não, ela tem um modo de ação que é muito prejudicial à universidade, na nossa avaliação. Até porque temos aqui na comunidade universitária jovens de todos os lugares, de todas as idades, as mais variadas categorias sociais e valores. E a Policia Militar mostra que não tem o que é necessário para lidar com essa comunidade no dia-a-dia, no cotidiano, dentro da universidade", disse.

"Acho que tem que ter aqui dentro é uma política de diálogo da administração com o setor estudantil ao invés de um diálogo direto com a Policia que já mostrou para gente em outros casos que não é preparada para lidar com estudante universitário", continuou.

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Outro lado

Questionado por que não houve diálogo com alunos, Paulo Cesar Marques da Silva, chefe de Gabinete da reitora Márcia Abrahão, disse que "não houve seleção de conteúdo para a operação de conservação. Aliás, a maior reclamação que chegou à Administração Superior da UnB não se referia à suposta apologia às drogas, mas sim a inscrições de conteúdo contestatório ao governo atual e medidas que ele vem adotando".

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"De todo modo, consideramos inapropriado consultar sobre conteúdo a serem apagados ou mantidos. Se estamos falando de livre expressão, precisamos consultar, sim, sobre locais e formas de manifestação, não sobre os conteúdos das mensagens. O debate em si precisa ser livre, principalmente no ambiente universitário", acrescentou.

Silva negou que a retirada de pichações e grafites tenha sido uma imposição do delegado que investigou o caso e que falta diálogo com o DCE. "Repito que não houve qualquer ingerência da Polícia Civil ou de qualquer órgão externo à UnB nessa atividade. O fato de o delegado ter considerado que a UnB tem sido leniente e tolerante com ilícitos, aliás, foi vigorosamente rebatido pela Reitora da instituição, como divulgado pela imprensa", disse.

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"A Administração Superior já disponibilizou a agenda para o encontro e membros da direção recém-eleita do DCE pediram apenas alguns dias para definirem a divisão de responsabilidades entre eles, o que consideramos absolutamente compreensível", acrescentou.

Confira a íntegra das entrevistas 

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