Polícias de Brasília são as que menos matam no País

Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública coloca as duas corporações brasilienses — Militar e Civil — como as que menos matam no país; pesquisa aponta que seis pessoas perderam a vida no enfrentamento com agentes do Estado em 2014, o que representa uma taxa de 0,2 para cada grupo de 100 mil habitantes; em 2013, foram três óbitos, e proporção de 0,1 morte; neste ano, até sexta-feira 9, nenhum civil havia perdido a vida em combate com as forças da capital federal

Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública coloca as duas corporações brasilienses — Militar e Civil — como as que menos matam no país; pesquisa aponta que seis pessoas perderam a vida no enfrentamento com agentes do Estado em 2014, o que representa uma taxa de 0,2 para cada grupo de 100 mil habitantes; em 2013, foram três óbitos, e proporção de 0,1 morte; neste ano, até sexta-feira 9, nenhum civil havia perdido a vida em combate com as forças da capital federal
Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública coloca as duas corporações brasilienses — Militar e Civil — como as que menos matam no país; pesquisa aponta que seis pessoas perderam a vida no enfrentamento com agentes do Estado em 2014, o que representa uma taxa de 0,2 para cada grupo de 100 mil habitantes; em 2013, foram três óbitos, e proporção de 0,1 morte; neste ano, até sexta-feira 9, nenhum civil havia perdido a vida em combate com as forças da capital federal (Foto: Leonardo Lucena)


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Saulo Araújo, da Agência Brasília - As polícias do Distrito Federal são as menos letais do País. Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública coloca as duas corporações brasilienses — Militar e Civil — como as que menos matam em confrontos. De acordo com o estudo, seis pessoas perderam a vida no enfrentamento com agentes do Estado em 2014, o que representa uma taxa de 0,2 para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2013, foram três óbitos, e proporção de 0,1 morte.

A pesquisa, que consta do 9º Anuário de Segurança Pública, publicado pelo fórum, não leva em conta os dados parciais de 2015, mas tudo indica que o patamar no DF, até dezembro, se manterá com índices bem abaixo da média nacional, de 1,5 e 1,1, em 2014 e 2013, respectivamente, para cada grupo de 100 mil pessoas. Neste ano, até sexta-feira (9), nenhum civil havia perdido a vida em combate com as forças de Brasília.

Para o secretário da Segurança Pública e da Paz Social, Arthur Trindade, os números apontados pelo fórum colocam as polícias do Distrito Federal em níveis similares às forças canadenses e europeias. Para o chefe da pasta, três razões explicam a baixa taxa de letalidade: estratégia de policiamento, corregedorias atuantes e a não valorização da cultura de violência dentro das próprias corporações. "Aqui, o policiamento não é orientado a criar um clima de guerra em operações. As corregedorias são rigorosas na hora de punir excessos, além da própria cultura organizacional na qual a esmagadora maioria dos policiais repudia ações de violência promovidas pelos colegas", afirma Trindade.

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Além de produzir poucas vítimas em confrontos, também são raros os casos de policiais mortos no DF. Em 2014, segundo o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, seis PMs ou civis morreram após confrontos. O índice de 0,3 de vítimas para cada grupo de 10 mil policiais em 2014 também é inferior à média do restante do País (0,7).

Formação policial
A formação do policial brasiliense é outro ponto atribuído ao bom desempenho mostrado na análise. A PM do DF é a única do País a ter um Instituto Superior de Ciências Policiais. Oferece os cursos de bacharelado em ciências policiais e de tecnólogo em segurança pública. Paralelamente, são ministrados dezenas de cursos de aperfeiçoamento e seminários, que abordam temas como os direitos humanos. De acordo com o chefe do Departamento de Educação e Cultura e reitor do Instituto Superior de Ciências Policiais, coronel Fábio Sousa Lima, mais de 8 mil praças e oficiais participaram voluntariamente de alguma especialização em 2015.

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"Isso demonstra o interesse do nosso policial em melhorar. E isso vai se refletir em um melhor atendimento à sociedade. Além disso, a corporação investe maciçamente na prevenção, pois entendemos que o conceito da prevenção primária contribui para que os resultados se reflitam na ponta", destaca o oficial.

Já o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, acredita que o foco das operações em preservar os direitos individuais denota o caráter profissional dos agentes e dos delegados, além de inspirar a sociedade a contribuir com a polícia. "Buscamos, todos os dias, evitar mortes nas nossas ações. Banalizar a violência policial traz instabilidade à relação com a população. O que buscamos é aplicar a lei, preservando a integridade de quem quer que seja."

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Pacto pela Vida
O Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida é um programa que vem apresentando resultados significativos desde o início do governo de Rodrigo Rollemberg. Os principais tipos de delito (homicídio, roubos a pedestres e ao comércio, assalto a ônibus etc.) apresentam quedas sucessivas. Além de cumprir o objetivo de reduzir a criminalidade, o projeto tem outro foco: aumentar a sensação de segurança da população.

Para isso, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social trabalha para que os moradores tenham mais confiança nas corporações. "Ter polícias que gozam da confiança da população é fundamental, e termos baixas taxas de letalidade e vitimização policial contribui para elevar esse grau de confiabilidade", destacou Arthur Trindade.

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