Brasília 247 - A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta terça-feira (4) 22 pessoas suspeitas de integrar ou colaborar com uma organização criminosa que desviou R$ 3,5 milhões do Banco de Brasília (BRB) com operações fraudulentas. De acordo com a investigação, o valor foi recolhido em um único dia, com uma série de depósitos e boletos forjados.
Depois de prestarem depoimento, 15 detidos tiveram a prisão revogada a pedido da própria Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos, que investiga o caso. Os outros sete, suspeitos de integrar o "núcleo duro" da organização, continuavam presos até as 22h de terça, e a Polícia Civil estudava pedir a conversão da prisão em preventiva, sem prazo definido.
Segundo o chefe da delegacia, Fernando César Costa, o grupo usou uma loja de conveniência bancária do BRB instalada em uma loja de autopeças do Gama. No dia 19 de fevereiro, os suspeitos simularam depósitos e pagamentos de boleto em dinheiro vivo, sem que os valores fossem entregues ao banco. "Ou seja, os depósitos foram realmente efetivados pelo BRB, os boletos foram efetivamente pagos, o dinheiro foi transferido para a conta dos beneficiários, mas esses valores não entraram na conveniência, não foram recolhidos aos cofres do BRB", disse. Seu relato foi publicado o G1.
A Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos investiga se o dinheiro desviado seria usado para financiar campanhas políticas, já que um doo articuladores do esquema foi candidato a deputado distrital nas últimas duas eleições, o empresário Luiz Carlos Reis, conhecido como "Iti". "Sem dúvida nenhuma [isso será investigado]. Estamos a menos de dois anos das próximas eleições, sabemos que é uma época em que candidatos costumam começar a se preparar, sobretudo financeiramente, para os gastos com a campanha", complementou.
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