PML: apelo ao MP revela fraqueza no governo

Apesar de o pedido para que o Ministério Público auxilie na escolha de novos ministros poder envolver "conflito de interesses", a presidente Dilma agiu "a partir de uma preocupação legítima", afirma Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; além disso, ressalta o jornalista, "salvo em situações de crise política profunda, quando costumam ocorrer conflitos abertos entre poderes de Estado, não existem nem podem existir segredos para um presidente da República"; PML destaca, no entanto, que o apelo de Dilma "mostra que o governo não tem sido capaz de mobilizar seus serviços de informação para auxiliar o Planalto a tomar decisões e fazer escolhas", um "problema sério, que cabe à presidente resolver"

Apesar de o pedido para que o Ministério Público auxilie na escolha de novos ministros poder envolver "conflito de interesses", a presidente Dilma agiu "a partir de uma preocupação legítima", afirma Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; além disso, ressalta o jornalista, "salvo em situações de crise política profunda, quando costumam ocorrer conflitos abertos entre poderes de Estado, não existem nem podem existir segredos para um presidente da República"; PML destaca, no entanto, que o apelo de Dilma "mostra que o governo não tem sido capaz de mobilizar seus serviços de informação para auxiliar o Planalto a tomar decisões e fazer escolhas", um "problema sério, que cabe à presidente resolver"
Apesar de o pedido para que o Ministério Público auxilie na escolha de novos ministros poder envolver "conflito de interesses", a presidente Dilma agiu "a partir de uma preocupação legítima", afirma Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; além disso, ressalta o jornalista, "salvo em situações de crise política profunda, quando costumam ocorrer conflitos abertos entre poderes de Estado, não existem nem podem existir segredos para um presidente da República"; PML destaca, no entanto, que o apelo de Dilma "mostra que o governo não tem sido capaz de mobilizar seus serviços de informação para auxiliar o Planalto a tomar decisões e fazer escolhas", um "problema sério, que cabe à presidente resolver" (Foto: Gisele Federicce)


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247 – O apelo feito pela presidente Dilma Rousseff para que o Ministério Público auxilie na escolha dos ministros do próximo governo, informando quem teria envolvimento, qualquer que fosse, no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato, pode envolver "conflito de interesses", aponta Paulo Moreira Leite em seu blog no 247. Por outro lado, diz ele, o caso "não merece irritantes pancadas além da conta".

Isso porque, "salvo em situações de crise política profunda, quando costumam ocorrer conflitos abertos entre poderes de Estado, não existem nem podem existir segredos para um presidente da República", ressalta o diretor do 247 em Brasília. "A favor de Dilma, pode-se dizer que ela fez o pedido – mesmo inadequado – a partir de uma preocupação legítima. Agiu com transparência, numa entrevista coletiva", pontua.

O jornalista cita como exemplo o escândalo que derrubou Richard Nixon, cuja origem era um acerto de contas secreto de um dos principais diretores do FBI, que se usou da divulgação de informações na imprensa contra o presidente americano. E constata:

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O Brasil de 2014 encontra-se a milhares de anos-luz dos EUA de Richard Nixon. Não há comparação possível. A presidente foi reeleita, tem bons índices de aprovação popular e a oposição desmoraliza-se a cada tentativa de virar a eleição no tapetão. Não há um movimento popular contra Dilma e seu governo. Mas o apelo de Dilma ao Ministério Público mostra que o governo não tem sido capaz de mobilizar seus serviços de informação – como o Gabinete de Segurança Institucional, a Abin, e a própria Polícia Federal – para auxiliar o Planalto a tomar decisões e fazer escolhas. Este é um problema sério, que cabe à presidente resolver.

Leia a íntegra em A exposição de Dilma

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