PMDB rechaça plebiscito: proposta “para tumultuar”
Líderes do partido que deixará o poder caso o processo de impeachment seja derrotado no Senado, o deputado Baleia Rossi (SP) e o senador Eunício Oliveira (CE) foram veementemente contra a proposta de consultar a população sobre novas eleições antes de 2018; para o líder na Câmara, a proposta anunciada pela presidente eleita Dilma Rousseff é um "factoide criado pelo PT para tumultuar" e prejudicar o governo Temer; "Esse movimento não tem justificativa, só vai gerar ainda mais instabilidade para o País", declarou Eunício
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247 - Líderes do PMDB, partido que deixará o poder caso o processo de impeachment seja derrotado no Senado em agosto, se manifestaram efusivamente contra a proposta de plebiscito anunciada presidente eleita Dilma Rousseff nesta quinta-feira 9.
Em entrevistas concedidas ao 247 e à TV Brasil, Dilma defendeu a ideia de consultar a população sobre a possibilidade de realizar novas eleições antes de 2018, caso ela volte ao poder depois da votação no Senado.
O deputado Baleia Rossi (SP), líder do PMDB na Câmara, afirmou que a proposta não possui viabilidade na Casa e que é um "factoide criado pelo PT para tumultuar" o processo de impeachment e prejudicar o governo do presidente interino Michel Temer. "Como ela diz isso? Ela não é mais presidente, não tem mais condições de fazer uma proposta como essa", afirmou.
Para ele, realizar novas eleições seria um ato ilegal, por isso a inviabilidade de um plebiscito. "Nós temos que respeitar a Constituição, que determina que no caso de impedimento quem assume é o vice-presidente. Todas essas ideias são para o debate político, mas na realidade carecem de legalidade. Não podemos concordar com ideias que são mais de palanque do que algo que seja legal", disse.
O senador Eunício Oliveira (CE), líder do PMDB no Senado, avalia que o "movimento não tem justificativa, só vai gerar ainda mais instabilidade para o País, porque seria outro trauma, outra incerteza". Ele também declarou não ter "nenhuma preocupação" com os votos de senadores indecisos no processo de impeachment e que o pedido de prisão da cúpula do PMDB não irá influenciar nas escolhas.
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