PMDB deve comandar reforma política fatiada
Protagonista da Reforma Política não será o PT, mas o PMDB; partido que domina a Câmara, com Eduardo Cunha, e o Senado, com Renan Calheiros, já fez mais de três mil entrevistas para definir as principais mudanças; tendência é que a reforma não seja um pacote, mas em partes; entre os itens em que há consenso nos grandes partidos e podem ser aprovados de imediato estão a coincidência das eleições (de prefeito a presidente) e o fim das coligações para cargos do Legislativo; segundo jornalista Ilimar Franco, na Câmara, Eduardo Cunha entregará a presidência da comissão da Reforma Política ao deputado Rodrigo Maia (DEM)
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Brasília 247 - A Reforma Política deve ser votada nos próximos dois anos no Congresso Nacional. É a previsão do PMDB, que domina a Câmara e o Senado e comandará as votações.
Segundo o colunista Ilimar Franco, o PMDB já realizou mais de três mil entrevistas com a população, para definir as principais propostas de mudanças. Na Câmara, a comissão da Reforma Política será presidida pelo deputado Rodrigo Maia (DEM), em cumprimento a um acordo que teria sido firmado entre o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB) com o líder do DEM, Mendonça Filho.
Segundo Ilimar, a tendência na Casa é as mudanças sejam feitas de maneira separada. "A experiência demonstra que a estratégia mais eficaz é a votação fatiada. Projetos globais e complexos se perdem em discussões intermináveis", defendeu o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, que coordena a pesquisa entre filiados do PMDB.
Dois itens podem ser aprovados de imediato: a coincidência das eleições (de prefeito a presidente) e o fim das coligações para cargos do Legislativo. Entre as propostas cuja defesa cresce dentro do PMDB está o voto distrital, pelo qual são eleitos os deputados mais votados sem considerar o voto nos partidos.
Leia aqui a coluna de Ilimar Franco.
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