Pizzolato pede transferência para semiaberto
A defesa do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, preso no Complexo da Papuda (DF) por ter sido condenado no 'mensalão', apresentou pedido que ele passe a cumprir pena no semiaberto. A solicitação aguarda decisão da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal; advogados do ex-banqueiro também pediram parcelamento da multa de R$ 2,49 milhões, estipulada pelo STF, quando foi condenado; foi solicitado o pagamento de 10% do que recebe na aposentadoria – de R$ 13,5 mil – todo mês; o juiz Valter Araújo negou o pleito
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Brasília 247 - A defesa do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado por envolvimento no 'mensalão', apresentou pedido que ele passe a cumprir pena no semiaberto. A solicitação aguarda decisão da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal. No regime fechado, o detento pode executar atividade externa, mas apenas em serviços ou obras públicas. No semiaberto, tem autorização para o trabalho externo durante o dia e a obrigação de passar a noite na prisão.
Advogados do ex-banqueiro, preso no Complexo da Papuda (DF), também pediram parcelamento da multa de R$ 2,49 milhões, estipulada pelo Supremo Tribunal Federal, quando foi condenado. Foi solicitado o pagamento de 10% do que recebe na aposentadoria – de R$ 13,5 mil – todo mês. O juiz Valter Araújo negou a proposta, em 28 de dezembro de 2016.
Nesta semana, Pizzolato foi encaminhado a uma solitária após a denúncia de regalias dele e outros dez presos, que incluíam alimentos considerados "de luxo", como chocolate e massas importadas, e mais do que os R$ 50 permitidos em dinheiro vivo na cela. O ex-senador Luiz Estevão também foi alvo da denúncia.
O ex-banqueiro, Estevão e o operador financeiro Lúcio Funaro, este último réu na Lava Jato, acusado de trabalhar para o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, estão na mesma cela, com capacidade para abrigar até 12 pessoas e, aproximadamente, 12 metros quadrados. Isolados, os detentos têm direito a duas horas de banho de sol e acesso aos advogado, mas perdem o direito de receberem a visita de familiares.
Condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato, Pizzolato fugiu do Brasil em novembro de 2013 para não ser preso e usou documentos do irmão morto, mas foi preso em Maranello, na Itália, em fevereiro de 2014. Ele tem cidadania italiana. A extradição foi autorizada em setembro de 2015.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247