Pimenta: num Estado de Direito, integrantes corruptos da Lava Jato já estariam na cadeia

O deputado federal repercutiu o escândalo que envolve o procurador da Lava Jato Januário Paludo e o "doleiro dos doleiros", Dario Messer. Conforme noticiado neste sábado, Paludo já atuou como testemunha de defesa do doleiro em 2011 e também recebeu dinheiro para o blindar em investigações da Lava Jato

Paulo Pimenta, Januário Paludo e Dario Messer
Paulo Pimenta, Januário Paludo e Dario Messer (Foto: Divulgação)


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247 - O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) foi ao Twitter repercutir a notícia de que o procurador da Lava Jato Januário Paludo atuou como testemunha de defesa do "doleiro dos doleiros", Dario Messer, em 2011 e que inclusive recebeu pagamento de Messer para promover sua blindagem em investigações da Lava Jato.

Pimenta afirmou que em um país no qual o Estado de Direito funciona plenamente, Paludo e outros integrantes corruptos da Lava Jato Já estariam presos. "A turma da Lava Jato não apenas segue impune, mas se sente à vontade para orientar e participar diretamente de ataques ao STF e a qualquer jornalista, parlamentar ou referência na sociedade civil que denuncie essa série de absurdos que já teria colocado na cadeia todos os seus integrantes corruptos se isso tivesse ocorrido em qualquer país onde o Estado de Direito funcionasse plenamente".

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Veja o que escreveu o deputado:

"Desde 2017 venho denunciando, junto com Wadih Damous e outros deputados, a máfia das delações no interior da Lava Jato  Esse esquema envolveu Carlos Zucolotto, compadre do então juiz da operação, Sérgio Moro, e o procurador que dava nome ao principal grupo de whatsapp da mesma. E foi através do grupo "Filhos de Januário" que o Brasil e o mundo se escandalizaram com as revelações da Vaza Jato que demonstraram cabalmente não apenas o conluio criminoso dos procuradores da autodenominada "maior operação de combate à corrupção da história", mas também o caráter imoral da maioria dos seus membros, que chegaram a debochar e a fazer piadas com a morte de uma criança, o pequeno Arthur, e da esposa do presidente Lula.  Essa turma tem o seu mentor envolvido até o pescoço no esquema criminoso. Isso é sabido há mais de um ano e nada, absolutamente nada foi feito pelos órgãos de controle, apesar de dezenas de ações que protocolamos junto à PGR e ao Conselho Nacional do Ministério Público.  Afinal de contas, a lei não vale para quem deveria fiscalizar a sua aplicação? Quis custodiet ipsos custodes? Há quase 2 mil anos é conhecida essa máxima do poeta Juvenal, que já naquela época percebeu a imunidade da qual desfrutavam alguns agentes públicos. Imunidade, aliás, autoconcedida ao arrepio da lei, na maioria dos casos. Será possível que o Estado de Direito vai se curvar a um grupo de procuradores corruptos flagrados no cometimento de uma série de crimes?!  Será possível que apenas os historiadores vão condenar esse papel nefasto de agentes públicos que violam a lei e a democracia no Brasil?!".

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