PF investiga ligação entre Argello e a pílula do câncer
Ex-senador Gim Argello está sendo investigado pela Polícia Federal para apurar uma possível ligação entre ele e a aprovação da liberação da pílula do câncer. Em outubro, enquanto o Senado discutia se liberava ou não o medicamento, Argello teria proposto ao químico Gilberto Chierice, responsável pela desenvolvimento da fosfoetanolamina sintética, sociedade na comercialização do produto; segundo o pesquisador, ele teria sido levado para conversar com esse senhor (...). Esse Gim não sei o quê", relatou à PF; Gim Argello foi preso na 28ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Vitória de Pirro, deflagrada em abril
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247 - O ex-senador Gim Argello está sendo investigado pela Polícia Federal para apurar uma possível ligação entre ele e a aprovação da liberação da pílula do câncer. Em outubro, enquanto o Senado discutia se liberava ou não o medicamento, Argello teria proposto ao químico Gilberto Chierice, responsável pela desenvolvimento da fosfoetanolamina sintética, sociedade na comercialização do produto.
De acordo com o blog do jornalista Fausto Macedo, Argello e Chierice teriam se encontrado em Brasília, quando o estudioso viajou ao Distrito federal para defender o medicamento em uma audiência pública sobre o assunto..
"Quando eu chego no aeroporto, tem lá alguém que veio me buscar", disse Chierice em depoimento à Polícia Federal. 'O senador mandou lhe buscar', teria lhe dito o condutor do veículo. "Nos levou para conversar com esse senhor, eu não sabia do que se tratava. Esse Gim não sei o quê", relatou.
Gim Argello foi preso na 28ª fase da Lava Jato, conhecida como Operação Vitória de Pirro, deflagrada no dia 12 de abril. A Polícia Federal apura as 'tratativas ocorridas entre Jorge Gim Argello e o filho Jorge Gim Argello Junior, por meio da empresa HTS Gestão de Investimentos e Estudos Mercadológicos LTDA e os pesquisadores da substância Fosfoetanolamina sintética, no período de outubro de 2015 a janeiro de 2016, ou seja, mesmo período da tramitação legislativa que resultou na publicação da Lei nº 13.269/16, em 13 de abril de 2016, que autorizou a produção e distribuição daquela substância sintética, independentemente de autorização sanitária e antes da finalização dos estudos clínicos exigidos para quaisquer outros remédios para a mesma finalidade terapêutica'.
Segundo o pesquisador, o ex-senador teria proposto uma sociedade onde 1/3 seria do pesquisador, 1/3 para ele próprio e 1/3 para um terceiro que seria dono de uma empresa de medicamentos. Argello teria dito que os 10% restantes seriam "para fazer negócios no futuro, para facilitar empregos'.
Chierice disse que não pretendia obter ganhos com venda do medicamento que, em sua opinião, deveria ser distribuído gratuitamente.
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