PF faz operação anticartel de combustíveis no DF
A Polícia Federal realiza a segunda fase da Operação Dubai, que apura a existência de um possível cartel no setor de combustível; os policiais cumpre quatro mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento) e quatro de busca e apreensão em endereços de empresários ligados às redes de postos de combustível Braga, Auto Shopping e Original; na primeira fase da operação, iniciada em novembro do ano passado, foram expedidos 44 mandados de busca e apreensão, 25 de condução coercitiva e sete prisões temporárias, no DF e no Rio; segundo os cálculos da PF, o prejuízo gerado pelo cartel pode chegar a R$ 1 bilhão por ano
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Brasília 247 - A Polícia Federal realiza, nesta sexta-feira (6), a segunda fase da Operação Dubai, que apura a existência de um possível cartel no setor de combustível. Os policiais cumpre quatro mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento) e quatro de busca e apreensão em endereços de empresários ligados às redes de postos de combustível Braga, Auto Shopping e Original. A ação partiu por ordem da 1ª Vara Criminal de Brasília. Além da PF, participam da investigação é o Ministério Público do Distrito Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Na primeira fase da operação, iniciada em novembro do ano passado, foram expedidos 44 mandados de busca e apreensão, 25 de condução coercitiva e sete prisões temporárias, no DF e no Rio de Janeiro. De acordo com o MP, empresários e funcionários dos mercados de revenda e de distribuição de combustíveis "mantêm reuniões e contatos frequentes com o objetivo de fixar preços uniformes e abusivos de combustíveis, com elevadas margens de lucro, em prejuízo da livre concorrência e do consumidor final".
Segundo os cálculos da PF, o prejuízo gerado pelo cartel pode chegar a R$ 1 bilhão por ano. A PF informou que a principal rede investigada vende 1,1 milhão de litros de combustível por dia. Com o esquema, a empresa chegaria a lucrar diariamente quase R$ 800 mil.
As empresas, que controlam mais da metade dos postos do DF, acertavam os preços oferecidos ao consumidor final, apontam as investigações. As redes menores seriam comunicadas pelos coordenadores regionais do cartel.
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