Petroleiros ocupam Câmara contra entrega do pré-sal

Petroleiros de vários estados estão acampados na Câmara para acompanhar a votação do Projeto de Lei 4567/16, que propõe o fim da obrigatoriedade de participação da Petrobras na exploração da camada pré-sal, em protesto contra a entrega do pré-sal; a proposta deveria ter sido votada na noite de terça-feira 4, mas foi adiada para esta manhã; durante a reunião dos parlamentares, no entanto, a sessão foi suspensa; não se sabe quando os trabalhos serão retomados

Petroleiros de vários estados estão acampados na Câmara para acompanhar a votação do Projeto de Lei 4567/16, que propõe o fim da obrigatoriedade de participação da Petrobras na exploração da camada pré-sal, em protesto contra a entrega do pré-sal; a proposta deveria ter sido votada na noite de terça-feira 4, mas foi adiada para esta manhã; durante a reunião dos parlamentares, no entanto, a sessão foi suspensa; não se sabe quando os trabalhos serão retomados
Petroleiros de vários estados estão acampados na Câmara para acompanhar a votação do Projeto de Lei 4567/16, que propõe o fim da obrigatoriedade de participação da Petrobras na exploração da camada pré-sal, em protesto contra a entrega do pré-sal; a proposta deveria ter sido votada na noite de terça-feira 4, mas foi adiada para esta manhã; durante a reunião dos parlamentares, no entanto, a sessão foi suspensa; não se sabe quando os trabalhos serão retomados (Foto: Gisele Federicce)


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Do Brasil de Fato - Petroleiros de vários estados estão acampados na Câmara dos Deputados para acompanhar a votação do Projeto de Lei (PL) 4567/16, que propõe o fim da obrigatoriedade de participação da Petrobras na exploração da camada pré-sal.

A proposta deveria ter sido votada na noite de terça-feira (4), mas foi adiada para a manhã desta quarta (5). Durante a reunião dos parlamentares, no entanto, a sessão foi suspensa. Não se sabe quando os trabalhos serão retomados, mas a expectativa é que o assunto não seja mais debatido neste dia.

Os trabalhadores vinculados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) são contra o PL, que abre caminho para que as multinacionais operem no ramo. Parlamentares de oposição ao governo não eleito de Michel Temer (PMDB) também resistem à ideia, assim como movimentos sociais, que também estão presentes na Câmara.

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Disputa

Na terça-feira (4), deputados da minoria fizeram intensa pressão para evitar a aprovação do PL. Um acordo em plenário resultou em uma inversão da pauta. Primeiro, os parlamentares apreciaram a matéria que define as regras do Simples Nacional e, em seguida, encerraram a ordem do dia para não atrapalhar a sessão do Congresso que aconteceu durante a noite de terça.

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O movimento de oposição ao PL 4567 é liderado especialmente por expoentes do PT, do PCdoB, da Rede, do PSOL e do PDT. A líder da minoria na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse em pronunciamento no plenário que a oposição continuará pressionando a presidência da Casa para adiar a votação. "Vamos obstruir essa pauta até o limite das nossas forças", garantiu a deputada nesta terça-feira.

Apesar dos constantes adiamentos da votação, os petroleiros, que têm feito intensa mobilização contra o PL, seguem em clima de tensão. "Os trabalhadores vão continuar presentes aqui", disse Leonardo Urpia, da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

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Cerca de 50 militantes petroleiros de diversos estados estão em Brasília esta semana para acompanhar de perto a tramitação do PL 4567 e demarcar oposição à proposta.

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