Pascowitch se nega a falar e CPI encerra reunião

A CPI da Petrobras tentou ouvir o empresário Milton Pascowitch em reunião reservada, mas o depoente permaneceu calado e a reunião foi encerrada. Apenas funcionários em serviço e técnicos indicados pela CPI, além dos deputados e dos advogados do depoente, participaram da reunião, que começou aberta ao público

A CPI da Petrobras tentou ouvir o empresário Milton Pascowitch em reunião reservada, mas o depoente permaneceu calado e a reunião foi encerrada. Apenas funcionários em serviço e técnicos indicados pela CPI, além dos deputados e dos advogados do depoente, participaram da reunião, que começou aberta ao público
A CPI da Petrobras tentou ouvir o empresário Milton Pascowitch em reunião reservada, mas o depoente permaneceu calado e a reunião foi encerrada. Apenas funcionários em serviço e técnicos indicados pela CPI, além dos deputados e dos advogados do depoente, participaram da reunião, que começou aberta ao público (Foto: Gisele Federicce)


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Agência Câmara - A CPI da Petrobras tentou ouvir o empresário Milton Pascowitch em reunião reservada, mas o depoente permaneceu calado e a reunião foi encerrada. Apenas funcionários em serviço e técnicos indicados pela CPI, além dos deputados e dos advogados do depoente, participaram da reunião, que começou aberta ao público.

O encontro se tornou secreto por sugestão do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), depois que Pascowitch manifestou sua intenção de se manter calado diante dos deputados. O empresário alegou que o termo de colaboração formalizado por ele com a Justiça não permite que o teor de seu depoimento se torne público.

Lorenzoni apresentou à CPI um estudo jurídico que, segundo ele, sustenta que réus em processo de colaboração judicial não podem optar pelo direito de permanecer calado diante de uma comissão parlamentar de inquérito.

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"O artigo 58 da Constituição diz que CPIs têm poder de investigação próprio das autoridades judiciais. Ao mesmo tempo, a lei que trata da colaboração judicial diz que o colaborador não pode ficar em silêncio depois que a delação foi homologada, como é o caso. Se ele ficar calado aqui, a CPI tem que pedir que ele perca os benefícios da delação premiada", disse o deputado.

O presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), concordou com o ponto de vista de Lorenzoni e foi seguido pela maioria dos integrantes da comissão. Apenas os deputados Ivan Valente (Psol-SP) e Valmir Prascidelli (PT-SP) se manifestaram contrários. "Uma sessão secreta não vai mudar a determinação do depoente", disse Prascidelli.

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