Para Planalto, golpe pode ganhar força essa semana
Na avaliação da presidente Dilma Rousseff, Eduardo Cunha, acuado após ter o nome envolvido em denúncias de corrupção, pode agir de forma desesperada e acelerar o movimento pelo golpe na Câmara; Dilma pediu a aliados que redobrem as forças para tentar unir a base no Congresso, a fim de desarmar qualquer tentativa do peemedebista e da oposição de tirá-la do poder
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247 – Na avaliação do Palácio do Planalto, o movimento pelo golpe pode ganhar força nesta semana. A interpretação é de que o presidente da Câmara, acuado diante de denúncias de corrupção envolvendo seu nome, aja de forma desesperada, acelerando um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
"O quadro é imprevisível", comentou um ministro, que avalia que Cunha pode agir como "fera ferida". Segundo reportagem da jornalista Vera Rosa, Dilma pediu a aliados que redobrem as forças para tentar unir a base do governo no Congresso nos próximos dias, a fim de tentar evitar que seja aprovado um pedido de impedimento.
O pedido de Dilma foi feito durante reunião com ministros neste sábado no Palácio da Alvorada. Na interpretação da equipe, o governo precisa correr contra o tempo para retomar a governabilidade. Caso contrário, 2015 seria um ano perdido e a pressão popular aumentaria, tornando-se decisiva para mobilizar o Congresso contra Dilma.
O diagnóstico é que novas derrotas no Congresso, como as duas ocorridas na semana passada, na tentativa de votar os vetos presidenciais às chamadas 'pautas-bombas', podem ser fatais para Dilma. O prazo é estancar a crise e pacificar o Congresso em um prazo de 70 dias.
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