Papuda tem surto de doenças que provocam fungos na pele

Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, tem 692 detentos contaminados por dois tipos de doença infecciosa que provocam feridas e fungos na pele - escabiose e o impetigo; o Ministério Público fez vistoria na Papuda em 27 de junho; o órgão disse que tomará "todas as medidas necessárias até que o problema de saúde seja resolvido"

Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, tem 692 detentos contaminados por dois tipos de doença infecciosa que provocam feridas e fungos na pele - escabiose e o impetigo; o Ministério Público fez vistoria na Papuda em 27 de junho; o órgão disse que tomará "todas as medidas necessárias até que o problema de saúde seja resolvido"
Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, tem 692 detentos contaminados por dois tipos de doença infecciosa que provocam feridas e fungos na pele - escabiose e o impetigo; o Ministério Público fez vistoria na Papuda em 27 de junho; o órgão disse que tomará "todas as medidas necessárias até que o problema de saúde seja resolvido" (Foto: Leonardo Lucena)


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Brasília 247 - Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, tem 692 detentos contaminados por dois tipos de doença infecciosa que provocam feridas e fungos na pele - escabiose e o impetigo. O Ministério Público fez vistoria na Papuda em 27 de junho e disse que tomará "todas as medidas necessárias até que o problema de saúde seja resolvido".

O número representa 10% do total de presos em duas alas da Papuda – o Centro de Detenção Provisória, que abriga 3.623 presos e 172 infectados, e a Penitenciária I, onde há 3.800 detentos, e 520 com alguma das doenças.

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De acordo com a advogada criminalista Daniela Tamanini, que tem clientes no presídio, doenças transmitidas por fungos e bactérias, como micoses, são comuns nos presídios devido às condições precárias de infraestrutura e higiene.

O infectologista e comentarista da TV Globo Luiz Antônio Silva afirmou que a escabiose é popularmente conhecida como "sarna" e provoca pequenas bolas avermelhadas na pele que coçam bastante. "Nós chamamos de escabiose impetignada, porque uma provoca a outra. É uma doença secundária, que causa infecção na pele pela coceira das feridas. Pode dar até fungo", disse.

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Médicos recomendam tratamento até 48 horas após os primeiros sintomas. 

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 A Secretaria de Segurança Pública informou que as infecções "foram controladas por meio de medicação assim que foram identificadas, por volta do dia 20 de junho". Ao G1, a pasta disse que, quando o Ministério Público esteve no local, os tratamentos já haviam começado.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Leandro Allan, disse que a situação pode piorar, porque a transmissão da doença ocorre pelo contato e os presos doentes estariam convivendo com detentos sadios.

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A SSP-DF afirmou que não há motivos para suspender as visitas. Segundo a pasta, mesmo que as doenças tenham atingido quase 10% do total de presos em duas alas da Papuda, "não significa que os estabelecimentos prisionais estão passando por um quadro de epidemia".

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