'País para se governo não contratar empreiteiras'
O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como Kakay, que defende os executivos de algumas das maiores empreiteiras do país e que foram presos por policiais federais durante a sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga desvios na Petrobras, disse que o país corre o "risco de parar" caso o governo não possa mais contratar as construtoras; ele disse acreditar que as investigações não deverão atingir a presidente Dilma Rousseff e nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
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247 - O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como Kakay, que defende os executivos de algumas das maiores empreiteiras do país e que foram presos por policiais federais durante a sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga desvios na Petrobras, disse que o país corre o "risco de parar" caso o governo não possa mais contratar as construtoras. Ele disse acreditar que as investigações não deverão atingir a presidente Dilma Rousseff e nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo ele, "dentro da normalidade, você teria de declarar estas empresas inidôneas. Se elas forem declaradas inidôneas, você para o país", disse ao jornal Folha de São Paulo. O criminalista teria elogiado, ainda, a decisão do juiz federal do Paraná Sérgio Moro que decidiu pela indisponibilidade de R$ 720 milhões dos executivos detidos na última sexta-feira (15), mas não bloqueou os recursos existentes nas contas das empresas investigadas.
Ele disse não acreditar que as investigações acabem prejudicando a presidente Dilma ou o ex-presidente Lula. "Impeachment é história de perdedor. Dilma não está envolvida nisto", afirmou.
Kakay também disse ser um absurdo o acordo de delação premiada firmado entre o Ministério Público Federal e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. "A delação do jeito que está sendo feita não tem nenhuma previsão legal. É um absurdo", disparou. Segundo ele, "o Ministério Público agiu como juiz" ao propor que o ex-diretor seria solto caso delatasse o esquema de corrupção investigado na Petrobras.
O advogado disse que caso se confirmem as denúncias de que mais de 60 parlamentares teriam sido favorecidos pelo esquema desmontado pela Operação Lava Jato, a reforma política "vai ser feita na marra e vai paralisar o país".
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