Padre de Gim Argello diz que dinheiro da OAS bancou festa

O Padre Moacir Anastácio, da Paróquia São Pedro, em Taguatinga (DF), afirmou ao juiz Sérgio Moro que uma doação de R$ 350 mil da OAS para a igreja foi intermediada pelo ex-senador Gim Argello (PTB-DF) e custeou a Festa de Pentecostes, em 2014; a transferência teria sido uma exigência do ex-parlamentar, parte de uma propina para que o então senador não convocasse o executivo o José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, para depor à CPI da Petrobrás; o padre também é alvo da Lava Jato, pois um relatório da Receita apontou que ele não declarou a propriedade de uma fazenda, no Ceará, e dois carros, um deles uma Toyota Hilux; o religioso é dono de um patrimônio de R$ 3,3 milhões

O Padre Moacir Anastácio, da Paróquia São Pedro, em Taguatinga (DF), afirmou ao juiz Sérgio Moro que uma doação de R$ 350 mil da OAS para a igreja foi intermediada pelo ex-senador Gim Argello (PTB-DF) e custeou a Festa de Pentecostes, em 2014; a transferência teria sido uma exigência do ex-parlamentar, parte de uma propina para que o então senador não convocasse o executivo o José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, para depor à CPI da Petrobrás; o padre também é alvo da Lava Jato, pois um relatório da Receita apontou que ele não declarou a propriedade de uma fazenda, no Ceará, e dois carros, um deles uma Toyota Hilux; o religioso é dono de um patrimônio de R$ 3,3 milhões
O Padre Moacir Anastácio, da Paróquia São Pedro, em Taguatinga (DF), afirmou ao juiz Sérgio Moro que uma doação de R$ 350 mil da OAS para a igreja foi intermediada pelo ex-senador Gim Argello (PTB-DF) e custeou a Festa de Pentecostes, em 2014; a transferência teria sido uma exigência do ex-parlamentar, parte de uma propina para que o então senador não convocasse o executivo o José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, para depor à CPI da Petrobrás; o padre também é alvo da Lava Jato, pois um relatório da Receita apontou que ele não declarou a propriedade de uma fazenda, no Ceará, e dois carros, um deles uma Toyota Hilux; o religioso é dono de um patrimônio de R$ 3,3 milhões (Foto: Leonardo Lucena)


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Brasília 247 - O Padre Moacir Anastácio, da Paróquia São Pedro, em Taguatinga (DF), afirmou ao juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, que uma doação de R$ 350 mil da empreiteira OAS para a igreja foi intermediada pelo ex-senador Gim Argello (PTB-DF) e serviu para custear a Festa de Pentecostes, em 2014. A transferência teria sido uma exigência do ex-parlamentar, parte de uma propina para que o então senador não convocasse o executivo o José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da empreiteira, para depor à CPI da Petrobrás. O padre prestou depoimento na sexta-feira (5) na condição de testemunha de Valério Neves Campos, ex-assessor de Gim Argello. 

Segundo o religioso, naquele ano, recebeu doação também da Andrade Gutierrez e da Via Engenharia. Estes repasses teriam sido feitos a pedido do ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz, contou o padre.

No início da audiência, Moro disse acreditar que as perguntas não teriam relação com ‘confissão religiosa’. “Evidentemente, acredito que não vai ter nenhuma questão relativa a confissão religiosa. Provavelmente, este problema não vai se colocar. Se houver algum questão dessa espécie, o sr. por gentileza nos avise”, disse o magistrado, preocupado em não violar uma tradição milenar da Igreja.

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Padre é alvo da Lava Jato

A Lava Jato também investiga o padre. Relatório da Receita Federal aponta que Moacir Anastácio não declarou a propriedade de uma fazenda, no Ceará, e dois carros, um deles uma Toyota Hilux. Dono de um patrimônio de R$ 3,3 milhões, o religioso começou a ser investigado na Operação Lava Jato após a Paróquia receber o repasse de R$ 350 mil da construtora OAS, a pedido de Gim Argello (PTB-DF).

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O padre afirmou que o ex-senador ‘frequentou muito tempo’ a Paróquia. Segundo ele, Gim Argello ‘ia nas missas’ e ‘participava como fiel’. “Nos últimos oito anos, ele frequentou sempre. Mas sempre como fiel, participando”, disse a Moro. Os relatos foram publicados no blog do Fausto Macedo.

Na audiência, o Ministério Público Federal questionou o padre sobre o preço da festa. “Depende. Geralmente, se não tiver muito gasto, muita promoção, fica em R$ 600 mil, por aí. Mas tem ano que é um pouco mais”, disse. “É uma semana de festa, consiste em celebração de missas, orações e evangelização. Não tem show, não. Depende do ano, tem um público mais ou menos de 1 milhão de pessoas por dia. Nos últimos três dias, sexta, sábado e domingo.”

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