Operação Zelotes mira ex-ministra Erenice Guerra

A compra de uma casa avaliada em pelo menos R$ 4 milhões pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra servirá como pista para investigadores da Operação Zelotes traçarem o “caminho do dinheiro”; eles suspetam que o montante foi usado para cobrir serviços de “corretagem” e tráfico de influência por decisões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); um laudo da PF também relatou que, em 2010, Erenice e seu irmão Antônio Carvalho “negociaram com José Ricardo Silva (ex-conselheiro do Carf) a nomeação de pessoas para ocuparem posições” no colegiado

A compra de uma casa avaliada em pelo menos R$ 4 milhões pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra servirá como pista para investigadores da Operação Zelotes traçarem o “caminho do dinheiro”; eles suspetam que o montante foi usado para cobrir serviços de “corretagem” e tráfico de influência por decisões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); um laudo da PF também relatou que, em 2010, Erenice e seu irmão Antônio Carvalho “negociaram com José Ricardo Silva (ex-conselheiro do Carf) a nomeação de pessoas para ocuparem posições” no colegiado
A compra de uma casa avaliada em pelo menos R$ 4 milhões pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra servirá como pista para investigadores da Operação Zelotes traçarem o “caminho do dinheiro”; eles suspetam que o montante foi usado para cobrir serviços de “corretagem” e tráfico de influência por decisões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); um laudo da PF também relatou que, em 2010, Erenice e seu irmão Antônio Carvalho “negociaram com José Ricardo Silva (ex-conselheiro do Carf) a nomeação de pessoas para ocuparem posições” no colegiado (Foto: Leonardo Lucena)


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Brasília 247 - A compra de uma casa avaliada em pelo menos R$ 4 milhões pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra servirá como pista para investigadores da Operação Zelotes traçarem o “caminho do dinheiro”. Eles suspeitam que o montante foi usado para cobrir serviços de “corretagem” e tráfico de influência por decisões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. A informação é do Correio, que publicou em fevereiro o fato de Erenice ter adquirido um imóvel no Lago Sul, em 2014, usando a intermediação de um contador, alvo da Operação Acrônimo, e de uma empresa controlada pelo marido. A ex-ministra negou irregularidades na compra.

A Operação Zelotes investiga um esquema de sonegação fiscais no Carf, que tem um prejuízo estimado em R$ 19 bilhões, de acordo com a Polícia Federal. As investigações apontaram que fiscalizadores do órgão anulavam ou cancelavam multas a empresas em troca de propina. A operação também descobriu indícios de venda de Medidas Provisórias (MP) que prorrogavam incentivos fiscais a empresas do setor automotivo. O prejuízo 

Erenice deixou a Casa Civil em 2010, por suspeita de tráfico de influência e corrupção. Em 2012, a maior parte das investigação foi arquivada, mas uma foi reaberta. De acordo com os investigadores, não tem consistência o argumento da ex-ministra de que usou um intermediário para fugir de especulação imobiliária na compra do imóvel.

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Existem centenas de informações da quebra de sigilo bancário da ex-ministra para analisar. Ela está entre as cerca de 300 pessoas e empresas que foram alvo desse tipo de medida ordenada pelo juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney Oliveira.

A ex-ministra  tem relação com réus condenados da Zelotes. Em 2010, um laudo da PF relatou que ela que e seu irmão Antônio Carvalho “negociaram com José Ricardo Silva (ex-conselheiro do Carf) a nomeação de pessoas para ocuparem posições” no colegiado.

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Anos depois, José Ricardo, que era julgador no órgão, se uniu a Erenice na defesa da empresa de telecomunicação Huawei em um processo no próprio Carf. Investigadores da Zelotes afirmaram que possuem uma mensagem de correio eletrônico que comprova que a ex-chefe da Casa Civil foi quem indicou José Ricardo para o conselho.

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