Número de homicídios se mantém estável em Brasília

Brasília teve 47 homicídios registrados em fevereiro de 2016; comparado com o mesmo mês de 2015, o número é igual; os dados são do balanço mensal divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social; roubo em transporte coletivo, que em janeiro teve acréscimo de 14,2% sobre o mesmo mês do ano passado — bem abaixo da alta de 136,4% de dezembro em relação ao mesmo período de 2014 —, aumentou agora 21,3% frente a fevereiro de 2015 (171 casos contra 141)



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Mariana Damaceno, da Agência Brasília - Brasília teve 47 homicídios registrados em fevereiro de 2016. Comparado com o mesmo mês de 2015, o número é igual. Os dados são do balanço mensal divulgado nesta terça-feira (8) pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social.

Delitos como roubo em residência continuaram subindo em comparação com o ano anterior — foram 57,9% a mais que em fevereiro de 2015. "Esse é um tipo de crime com muito impacto, mas temos percebido uma relação com a crise econômica vivida pelo País. Não é só em Brasília, mas em várias capitais", comentou a titular da Segurança Pública, Márcia de Alencar Araújo. "É necessário perceber que investigação policial precisa de um tempo para entender como funciona o fenômeno."

Segundo o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba de Castro, a corporação tem conseguido fazer prisões importantes, que tendem a reduzir os roubos em residência. Na semana passada, foram detidas 25 pessoas, que agiam principalmente nos Lagos Sul e Norte e no Park Way. Nos dois primeiros meses do ano, foram elucidados casos de grande repercussão, e os envolvidos acabaram na prisão.

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Roubo em transporte coletivo
Roubo em transporte coletivo, que em janeiro teve acréscimo de 14,2% sobre o mesmo mês do ano passado — bem abaixo da alta de 136,4% de dezembro em relação ao mesmo período de 2014 —, aumentou agora 21,3% frente a fevereiro de 2015 (171 casos contra 141).

Os crimes contra o patrimônio — roubos e furtos — representam quase 90% das ocorrências registradas no DF, sendo que roubo em coletivo é responsável por 5% do total e roubo a residência por 2,17%. Mesmo assim, segundo a secretária, as forças policiais têm se esforçado para desenvolver ações que combatam os índices. Foram feitas 400 operações no interior de ônibus pela Polícia Militar em fevereiro de 2016.

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Por se tratar de crimes migratórios, de acordo com Márcia, a secretaria ampliará o Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida. "Teremos uma unidade técnica específica dentro da Secretaria da Segurança Pública que vai tratar do Entorno, com um especialista que a gente trouxe do Viva Rio para que ele pudesse fazer todas as articulações dessa área." A ideia é que haja operações em conjunto das forças de segurança do DF e de Goiás.

Viva Brasília
A comparação de 2016 e 2015 com 2014 mostra resultados positivos no que diz respeito ao programa Viva Brasília. O número de homicídios, por exemplo, teve queda. Em fevereiro de 2014, foram 50, contra os 47 registrados no mesmo mês dos dois anos seguintes.

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A percepção é a mesma em relação a outros delitos, de maneira ainda mais significativa. Roubos em coletivo, por exemplo, ocorreram 249 vezes em 2014, contra 141 em 2015 e 171 em 2016. Os roubos em comércio caíram de 470 em 2014 para 238 em 2015 e 252 em 2016.

Trânsito
As mortes no trânsito caíram 30,3% no acumulado dos dois primeiros meses em relação ao mesmo período de 2015. Foram 46 mortes neste ano, contra 66 no ano anterior. Segundo o diretor-geral do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, Jayme Amorim de Sousa, a diminuição deve-se às ações adotadas pela autarquia para coibir práticas perigosas, como a ingestão de álcool antes de dirigir. Só em fevereiro de 2016, houve 107 blitze.

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Também estiveram na apresentação do balanço o comandante-geral da PM, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Santos Esteves Junior; e os subsecretários de Proteção e Defesa Civil, coronel do Corpo de Bombeiros Sérgio José Bezerra, de Integração e Operações, coronel Márcio Pereira, e do Sistema Penitenciário, Anderson Jorge Damasceno Espíndola, vinculados à Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social.

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