Noblat e Reinaldo pressionam Renan a derrubar Fachin
Colunistas Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo entram no jogo de pressões para derrubar o jurista Luiz Edson Fachin, indicado ontem ao Supremo Tribunal pela presidente Dilma Rousseff; o argumento, no entanto, nada tem de republicano: ambos sugerem que Fachin pode vir a prejudicar o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), sugerindo que o parlamentar alagoano deveria se precaver
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Brasília 247 - Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo, dois colunistas da imprensa neoconservadora, trabalham abertamente contra a indicação do jurista Luiz Edson Fachin ao Supremo Tribunal Federal.
A curiosidade é a natureza do argumento da dupla. Ambos querem convencer o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a trabalhar contra Fachin não em função de interesses nacionais ou republicanos – mas sim, como se estivessem preocupados com interesses pessoais do parlamentar alagoano.
Eis o que diz Reinaldo:
Pois é… Vamos a alguns fatos.
1. Lewandowski agora quer Fachin. Renan, por si, não quer porque sabe que o nome não agrada a boa parcela do Senado.
2. Renan foi denunciado ao Supremo por Roberto Gurgel, então procurador-geral da República, em 2013, por peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. A investigação deriva de 2007. Ele é acusado de ter comprado notas frias para provar que tinha renda para arcar com a pensão de um filho que teve fora do casamento.
3. O relator do caso no Supremo é o ministro Lewandowski, que, até agora, não se pronunciou sobre o caso. Nem aceitou nem rejeitou a denúncia. Só para lembrar: o presidente do Supremo quer Fachin; Renan não queria…
4. Quando ministros chegam à presidência do Supremo, costumam deixar casos dessa natureza. Lewandowski manteve com ele o de Renan.
5. Assim são as coisas.
Agora, Noblat:
Em 2013, Roberto Gurgel, então Procurador Geral da República, denunciou Renan ao STF por peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.
Renan é acusado de ter comprado notas frias para provar que tinha renda suficiente em 2007 para arcar com a pensão de um filho que teve fora do casamento.
O relator do caso no STF é Lewandowski, que até agora não disse se acolhe a denúncia.
Se tiver seu nome aprovado pelo Senado, caberá a Fachin herdar o caso.
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