No Senado, Cristovam e Reguffe disputarão "troféu de austeridade"
Aliados na política e parecidos no estilo austero, o senador Cristovam Buarque e o senador eleito Reguffe, ambos do PDT do Distrito Federal, dão bons exemplos na gestão de verbas de gabinete e prometem protagonizar a "batalha" de quem economiza mais recursos públicos durante o mandato; Cristovam devolveu o seu carro oficial mês passado; Reguffe, por sua vez, já divulgou que vai atuar no Senado com gabinete enxuto: apenas 15 assessores, enquanto outros colegas chegam a ter 40
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Brasília 247 - Desconstruções à parte, a filosofia austera e o jeito "certinho" levaram Reguffe (PDT) a trilhar uma trajetória ascendente na política, obtendo notoriedade no Distrito Federal e fora também. Por mais ataques que tenha sofrido durante a campanha para senador - da qual saiu vitorioso, deixando para trás os concorrentes Magela (PT) e o atual ocupante da vaga, Gim Argello (PTB), que desejava a reeleição - Reguffe descobriu na prática e no discurso que o povo gosta de atitudes austeras.
Como informa o jornalista Leandro Mazzini, da Coluna Esplanada, o estilo Reguffe de atuar chegou ao Senado bem antes da posse do novo parlamentar da Casa. Conhecido por economizar verbas de custeio em prol dos cofres públicos, o futuro senador prometeu na campanha que, se eleito, não usaria o carro oficial com motorista.
Antecipando-se a ele, o senador aliado Cristovam Buarque (PDT-DF) devolveu o seu carro oficial mês passado e remanejou seu motorista para outra função no gabinete. Cristovam usou o benefício nos primeiros quatro anos de mandato.
Para compromissos oficiais, Cristovam agora pega táxi ou carona com funcionários – e nestes casos paga a gasolina. E há dias que vai a pé de casa para o Congresso.
Disputa sadia
Mas Reguffe terá no aliado um ‘concorrente’ à altura: desde o início do mandato, Cristovam é o senador mais barato da Casa, dizem próximos. Como foi reitor da UnB, ele recebe salário de aposentado e, deste modo, praticamente não tem salário de senador – o Senado apenas complementa uma quantia pequena para que não ultrapasse o teto constitucional.
Reguffe, por sua vez, já divulgou que vai atuar no Senado com gabinete enxuto: apenas 15 assessores. Outros colegas chegam a ter 40.
Nessa disputa, saudável, todos ganham, principalmente a população.
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