Neoparlamentarismo: Temer recebeu 72 congressistas
No novo sistema político brasileiro, que não é mais presidencialista, mas sim parlamentarista, desde o início do golpe parlamentar de 2016, que poderá se concretizar no fim deste mês, quem manda é o Congresso Nacional; por isso mesmo, em 90 dias, o interino Michel Temer já recebeu 72 deputados e senadores em sua interinidade, mais do que a presidente Dilma Rousseff em um mandato e meio; Dilma era criticada por "não ouvir" o parlamento – ou seja, não ceder a todas as chantagens; para se consolidar no cargo, Temer confere prioridade total aos deputados e senadores, que passaram por cima de 54 milhões de votos
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247 – Um levantamento dos jornalistas Andrea Jubé, Fábio Pupo e Bruno Peres (leia aqui) confirma que, desde o início do golpe parlamentar de 2016, o Brasil não é mais um país de sistema político presidencialista, mas sim parlamentarista.
Como quem decide quem governo ou não o País é o Congresso Nacional, e não mais os eleitores que votam para presidente, o interino Michel Temer já recebeu 72 parlamentares em 90 dias de interinidade, mais do que os 66 recebidos pela presidente eleita em um mandato e meio.
Dilma era criticada por "não ouvir" o parlamento – ou seja, não ceder a todas as chantagens de deputados e senadores.
Para se consolidar no cargo, Temer confere prioridade total aos deputados e senadores, que passaram por cima de 54 milhões de votos. Segundo o deputado José Guimarães (PT-CE), que foi líder do governo Dilma, o interino faz a "política do varejo" no Congresso, tentando acomodar todos os interesses.
No fim de agosto, ele precisará de 54 votos no Senado para continuar no poder e o toma-lá-dá-cá ficou explícito quando o senador Hélio Gambiarra (PSD-DF) ganhou a Secretaria de Patrimônio da União e disse ter poderes até para "nomear uma melancia".
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