Nardes reage e diz que não antecipou voto
O ministro do TCU Augusto Nardes rebateu as acusações de que, em declarações à imprensa, antecipou o seu voto à rejeição das contas de 2014 da presidente Dilma; segundo ele, as suspeitas de irregularidades são discutidas "há muito tempo" e, como o tribunal já fez dois julgamentos a respeito, não faz sentido falar em antecipação de posição ou de voto; "Não liberei o voto à imprensa. Liberei o voto para os ministros e o Ministério Público junto ao TCU. Esse trabalho é coletivo, envolvendo toda a área técnica"
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247 – O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes rebate as acusações de que, em declarações à imprensa, antecipou o seu voto à rejeição das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, as suspeitas de irregularidades são discutidas "há muito tempo" e, como o tribunal já fez dois julgamentos a respeito, não faz sentido falar em antecipação de posição ou mesmo do voto.
A resposta do ministro veio após o chefe da Advocacia-Geral da União, Luis Inácio Adams, afirmar que pretender apresentar nesta segunda-feira (5) um pedido de afastamento do ministro (leia mais aqui).
"A matéria já está sendo discutida há muito tempo e já houve dois julgamentos, tanto o processo original das "pedaladas" fiscais quanto a primeira parte do processo das contas. Não antecipei o voto", disse Nardes, neste domingo (4), em entrevista ao Globo. "Não liberei o voto à imprensa. Liberei o voto para os ministros e o Ministério Público junto ao TCU. Esse trabalho é coletivo, envolvendo toda a área técnica".
O ministro fez referência ao julgamento das "pedaladas" em abril, quando o plenário do TCU decidiu que a manobra se configurou uma operação de crédito e, como consequência, infringiu a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Dezessete autoridades e ex-autoridades do primeiro mandato de Dilma foram chamadas a se explicar, o que já foi feito. Ainda não houve um desfecho no processo.
O segundo julgamento citado é referente a uma sessão que ocorreu em junho. Na ocasião, ficou decidido que a presidente Dilma teria um prazo de 30 dias para se explicar sobre 13 indícios de irregularidades nas contas de 2014, entre elas as "pedaladas". A votação final sobre esse processo está agendada para a próxima quarta-feira (7).
"Lá atrás, já houve um voto preliminar, em que dizia que as contas não estavam em condições de serem apreciadas. Abrimos, então, para o contraditório", acrescentou Nardes.
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