MPF: Pizzolato está preso em condições adequadas

O Ministério Público Federal fez uma inspeção no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Brasília, onde setá o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato; segundo a Procuradoria-Geral da República, que já tinha feito uma visita ao CDP no ano passado, a medida é parte do compromisso de acompanhar as condições em que Pizzolato está cumprindo a pena, assumido pelo Brasil com a Itália, de onde ele foi extraditado

O Ministério Público Federal fez uma inspeção no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Brasília, onde setá o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato; segundo a Procuradoria-Geral da República, que já tinha feito uma visita ao CDP no ano passado, a medida é parte do compromisso de acompanhar as condições em que Pizzolato está cumprindo a pena, assumido pelo Brasil com a Itália, de onde ele foi extraditado
O Ministério Público Federal fez uma inspeção no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Brasília, onde setá o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato; segundo a Procuradoria-Geral da República, que já tinha feito uma visita ao CDP no ano passado, a medida é parte do compromisso de acompanhar as condições em que Pizzolato está cumprindo a pena, assumido pelo Brasil com a Itália, de onde ele foi extraditado (Foto: Gisele Federicce)


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Michèlle Canes – Repórter da Agência Brasil

O Ministério Público Federal concluiu, após inspeção feita terça-feira (19) no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Brasília, que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato está preso em condições adequadas.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, que já tinha feito uma visita ao CDP no ano passado, a medida é parte do compromisso de acompanhar as condições em que Pizzolato está cumprindo a pena, assumido pelo Brasil com a Itália, de onde Pizzolato foi extraditado.

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Pizzolato, que tem cidadania italiana, foi extraditado em outubro do ano passado. Em agosto de 2012, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. No ano seguinte, para evitar ser preso, ele fugiu para a Itália com o passaporte falso de um irmão morto.

No dia 5 de fevereiro de 2014, ele foi preso na cidade italiana de Maranello por porte de documento falso. Pizzolato chegou a ser solto em outubro do mesmo ano pela Justiça da Itália, mas, em fevereiro do ano passado, após recurso apresentado pelo Brasil, a extradição foi autorizada e ele voltou à prisão. No dia 24 de abril, a Justiça italiana confirmou a decisão de extraditá-lo.

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No dia 6 de outubro do ano passado, a Corte Europeia de Direitos Humanos rejeitou o último de recurso de Pizzolato contra a extradição. No recurso, a defesa do brasileiro voltou a alegar que os direitos humanos não são respeitados nos presídios brasileiros. O argumento foi usado pela defesa para pedir que o ex-diretor do Banco do Brasil continuasse na Itália.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, os membros do Ministério Público verificaram locais como celas e o pátio onde os detentos tomam banho de sol e fazem exercícios, além de fazer fotos que vão instruir um relatório a ser enviado à justiça italiana. As autoridades envolvidas na execução penal também receberão um relatório sobre a visita.

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Ainda segundo a procuradoria, Pizzolato, que tem 63 anos, está na ala de vulneráveis, destinada a idosos ou presos que correm risco em outras alas. Como há muitos idosos nessa ala, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil disse aos representantes do MPF que é "tranquila" a situação em termos de assistência médica, mas pediu uma alimentação mais saudável, demonstrando preocupação com eventuais emergências médicas.

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