Menino baleado por policial sai do coma no DF
O menino de 6 anos baleado por um policial civil do Distrito Federal em uma rodovia em Águas Lindas de Goiás saiu de coma induzido e não respira por aparelhos; a informação foi divulgada nesta tarde pelo Hospital Santa Helena, onde a criança continua internada; testemunhas relataram que o policial se desentendeu com o motorista de um carro e atirou contra ele; a criança estava presa à cadeirinha e foi levada ao Hospital de Base em estado grave; o menino sofreu uma lesão cardíaca por causa da bala
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Brasília 247 - O menino de 6 anos baleado na última sexta-feira (6) por um policial civil do Distrito Federal em uma rodovia em Águas Lindas de Goiás saiu de coma induzido nesta quarta-feira (11) e não respira por aparelhos. A informação foi divulgada nesta tarde pelo Hospital Santa Helena, onde a criança continua internada.
"O estado de saúde do paciente ainda é grave, mas estável. Ele apresentou melhora nas últimas 24 horas e não necessita mais do auxílio de aparelhos para respirar. O paciente permanece na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI)", diz o boletim médico do hospital assinado pelas médicas Alzira Santos e Séfora Almeida.
Testemunhas relataram que o policial se desentendeu com o motorista de um carro e atirou contra ele por volta das 10h. A criança estava presa à cadeirinha e foi levada ao Hospital de Base em estado grave
O menino sofreu uma lesão cardíaca por causa da bala e, na madrugada de sábado (7), passou por uma cirurgia torácica que durou sete horas. Por causa das lesões, ele foi sedado. Com a melhora, a equipe médica começa a acordá-lo aos poucos para depois avaliarem se houve sequelas.
Policial preso
Silvio Moreira Rosa, de 54 anos, foi preso e levado à Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) de Águas Lindas e depois transferido para Goiânia. No carro dele foram encontrados o distintivo profissional de policial civil e uma caixa de isopor com cerveja.
O homem é agente penitenciário no Centro de Progressão Penitenciária do DF. Ele tinha sido demitido da corporação em 2001 por tentar fraudar a própria aposentadoria ao simular um acidente, mas retornou ao trabalho 13 anos depois após uma decisão judicial.
O policial se envolveu em outras ocorrências, como abuso sexual, injúria, violência doméstica e perturbação de sossego. Em nota, a Polícia Civil informou que o teor do processo disciplinar e as ocorrências relacionadas a violência doméstica e sexual tem caráter sigiloso.
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