Mello Franco: Supremo deixou perguntas sem resposta
O jornalista Bernardo Mello Franco afirma que o fim do foro privilegiado votado pelo Supremo, da formo como foi votado, deixa uma coleção de dúvidas; ele propõe a questão: “um deputado que recebeu propina para financiar a campanha se corrompeu em razão do cargo?” e emenda: “os advogados dirão que sim, e os ministros terão que decidir caso a caso”, para concluir: “a pergunta sobre os mandatos sucessivos também espera resposta”
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 – O jornalista Bernardo Mello Franco afirma que o fim do foro privilegiado votado pelo Supremo, da formo como foi votado, deixa uma coleção de dúvidas. Ele propõe a questão: “um deputado que recebeu propina para financiar a campanha se corrompeu em razão do cargo?” e emenda: “os advogados dirão que sim, e os ministros terão que decidir caso a caso”, para concluir: “a pergunta sobre os mandatos sucessivos também espera resposta”.
Ao se eleger deputado, em 2010, André Moura já acumulava inquéritos na Justiça de Sergipe. Ele começou a coleção como prefeito de Pirambu, uma antiga vila de pescadores que registrou 8.369 habitantes no último censo. Em dois mandatos, foi acusado de corrupção passiva, peculato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, improbidade administrativa, fraude à Lei de Licitações e tentativa de homicídio.
A mudança para Brasília incluiu de brinde o foro privilegiado. Cinco anos depois, o Supremo aceitou as primeiras três denúncias contra o deputado. Ele virou réu, mas não tem do que reclamar. O ministro Gilmar Mendes assumiu a relatoria das ações, que nunca foram julgadas. Moura se aliou a Eduardo Cunha e virou líder do governo Temer.
Leia mais aqui.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247