Marun assume que chantageará governadores pela Previdência

“Os financiamentos da Caixa Econômica Federal são ações de governo... nesse sentido, entendemos que deve, sim, ser discutido com esses governantes alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência”, disse o ministro a jornalistas, após reunião com Michel Temer; ou seja: a chantagem se tornou política oficial de governo após o golpe de 2016

Deputado Carlos Marun, presidente da comissão especial da reforma da Previdência, no Palácio do Planalto em Brasília 11/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Deputado Carlos Marun, presidente da comissão especial da reforma da Previdência, no Palácio do Planalto em Brasília 11/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Leonardo Attuch)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

BRASÍLIA (Reuters) - O governo espera que governantes, principalmente dos Estados, ajudem na aprovação da reforma da Previdência na Câmara, e sua atuação será levada em conta para a liberação de financiamentos na Caixa Econômica Federal, afirmou nesta terça-feira o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun. 

Há poucos dias à frente da articulação do governo, Marun argumentou que a concessão de financiamentos de bancos públicos trata-se de uma “ação de governo” e negou que esteja em curso qualquer tipo de chantagem. 

“Os financiamentos da Caixa Econômica Federal são ações de governo... nesse sentido, entendemos que deve, sim, ser discutido com esses governantes alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência”, disse o ministro a jornalistas, após reunião com o presidente Michel Temer. 

continua após o anúncio

“Não entendo que seja uma chantagem o governo atuar no sentido de que um aspecto tão importante para o Brasil se torne realidade, que é a modernização da Previdência.” 

Marun afirmou ainda que os frutos e ações a serem realizados a partir da liberação desses financiamentos poderão render benefícios eleitorais a parlamentares ligados aos governadores interessados nos recursos. 

continua após o anúncio

“É uma ação de governo, sendo uma ação de governo, obviamente que o nível de apoio que o governador puder prestar à questão da reforma vai ser realmente considerado nessa questão”, disse. 

O ministro da Secretaria de Governo disse também que o governo espera ter um “número definitivo” de votos a favor da reforma da Previdência no dia 15 de janeiro. 

continua após o anúncio

Segundo ele, o governo deve discutir uma estratégia de articulação para aprovar a medida em novo encontro com Temer, no qual também devem estar presentes o relator da proposta, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

O ministro deve discutir ainda nesta tarde a quantidade de votos com um dos vice-líderes do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), mas não serão números “definitivos”, segundo Marun. 

continua após o anúncio

A polêmica reforma da Previdência foi suavizada e flexibilizada na tentativa de angariar votos, mas muitos parlamentares, inclusive da base aliada, oferecem resistência à proposta já de olho nas eleições de outubro de 2018. 

Reportagem de Maria Carolina Marcello

continua após o anúncio

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247