Maranhão: saberei esperar o julgamento frio da história
O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, fez um discurso de despedida da função antes do início da eleição do novo presidente da Casa, que vai ocupar o cargo após a renúncia de Eduardo Cunha; Maranhão enfatizou que sai da presidência sem mágoas e rancores e que tem a consciência tranquila; "A minha postura, desde o inicio, foi de exercer a interinidade com honestidade e honradez”, declarou
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Agência Câmara - O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, fez um discurso de despedida da função antes do início da eleição do novo presidente da Casa, que vai ocupar o cargo após a renúncia de Eduardo Cunha.
Maranhão enfatizou que sai da presidência sem mágoas e rancores e que tem a consciência tranquila. O deputado enfatizou que continuará no exercício da 1ª vice-presidência e desejou sucesso ao próximo presidente da Câmara.
“Cheguei à presidência há cerca de dois meses, de forma inesperada e não desejada. Estávamos vivendo um momento difícil para o País. A minha postura, desde o inicio, foi de exercer a interinidade com honestidade e honradez”, declarou Maranhão, que assumiu o comando da Câmara depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) afastou Cunha do cargo.
“A história não traz respostas prontas, não se faz de momentos e do agora, mas de documentos e memórias. Saberei esperar o julgamento frio dos dias que virão”, afirmou.
Devido processo legal
Maranhão acrescentou que sempre cumpriu o Regimento da Casa, especialmente nas suas decisões relativas aos processos de cassação em tramitação. “Minha motivação como presidente interino, independentemente de convicções pessoais, foi de permitir a ampla defesa e o devido processo legal. Fiz cumprir o Regimento Interno”, comentou.
Maranhão também se lembrou da sua trajetória e do seu estado natal. Disse que é o mais velho de oito irmãos, filho de pai semianalfabeto e conseguiu se formar em Medicina Veterinária e chegar à Reitoria da universidade estadual.
E encerrou afirmando que o sucessor precisa se empenhar em soluções para a crise que o País vive. “Desde o início, tive confiança de que o importante é o Brasil sair desta crise, na qual há milhões de desempregados e um futuro incerto”, apontou.
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