Maranhão encerra debate e deputados realizam sessão informal na Câmara

Deputado Chico Alencar (Psol-RJ) criticou o fato de o primeiro ato do presidente em exercício, deputado Waldir Maranhão, ter sido encerrar a sessão apesar da lista de oradores; deputados contra o impeachment se recusaram a deixar o Plenário e mantêm uma sessão informal, presidida pela deputada Luiza Erundina (Psol-RJ); os parlamentares repercutem a decisão do ministro do STF Teori Zavaski que afastou Eduardo Cunha

Deputado Chico Alencar (Psol-RJ) criticou o fato de o primeiro ato do presidente em exercício, deputado Waldir Maranhão, ter sido encerrar a sessão apesar da lista de oradores; deputados contra o impeachment se recusaram a deixar o Plenário e mantêm uma sessão informal, presidida pela deputada Luiza Erundina (Psol-RJ); os parlamentares repercutem a decisão do ministro do STF Teori Zavaski que afastou Eduardo Cunha
Deputado Chico Alencar (Psol-RJ) criticou o fato de o primeiro ato do presidente em exercício, deputado Waldir Maranhão, ter sido encerrar a sessão apesar da lista de oradores; deputados contra o impeachment se recusaram a deixar o Plenário e mantêm uma sessão informal, presidida pela deputada Luiza Erundina (Psol-RJ); os parlamentares repercutem a decisão do ministro do STF Teori Zavaski que afastou Eduardo Cunha (Foto: Gisele Federicce)


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Carol Siqueira, da Agência Câmara - Apesar de o presidente da Câmara em exercício, deputado Waldir Maranhão, ter encerrado a sessão desta quinta-feira, os deputados se recusaram a deixar o Plenário e mantém uma sessão informal. Quem preside os trabalhos é a deputada Luiza Erundina (Psol-RJ).

Os parlamentares repercutem a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavaski que afastou Eduardo Cunha do mandato e do cargo de presidente da Câmara. PT, PCdoB e Psol compõem o grupo de parlamentares que tocam a sessão informal.

Erundina exige a ligação do som no Plenário. "Eu sou integrante da Mesa [Diretora], tenho poder de presidir sessão", disse.

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O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) criticou o fato de o primeiro ato do presidente em exercício ter sido encerrar a sessão apesar da lista de oradores. Ele disse esperar que o STF confirme o afastamento de Cunha. "Há de confirmá-la para livrar a República brasileira dos sombrios. Mas a luta tem de continuar porque o 'cunhismo' ainda existe entre nós."

Nova sessão

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A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) informou que os deputados que participam da sessão informal fizeram um requerimento para que seja realizada uma sessão extraordinária para que os deputados possam repercutir a decisão do ministro Teori Zavaski.

Esse requerimento – assinado por PT, PCdoB e Psol - será apresentado a Waldir Maranhão. Eles querem que os microfones sejam ligados e a sessão transmitida pela TV Câmara.

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Já o deputado Henrique Fontana (PT-RS) aproveitou o afastamento de Cunha para questionar a legitimidade do impeachment. "Esse governo interino nasce de um golpe liderado por Eduardo Cunha", acusou.

O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) disse que a decisão de afastar Cunha veio tarde. "Fez tarde. Por que não fez antes? Já tinha os elementos encaminhados pela Procuradoria-Geral da República há muito mais tempo. Isso tem de ser dito", questionou.

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