Manobra contra processo de cassação de Cunha teve assinatura falsa
Dois laudos grafotécnicos encomendados pela 'Folha' apontam que a assinatura do deputado Vinícius Gurgel (PR-AP), na carta em que renuncia à vaga de titular no Conselho de Ética, na noite em que o Conselho de Ética decidiu continuar ao processo de cassação contra Eduardo Cunha (PMDB), é uma falsificação "grosseira" e "primária"; aliados do presidente da Casa tentavam barrar o processo, mas foram derrotados por um voto
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247 - A tentativa de barrar o processo de cassação contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), envolveu a falsificação da assinatura de um deputado federal, segundo reportagem de Debora Alvares e Ranier Bragon.
Dois laudos grafotécnicos teriam assegurado que a assinatura do deputado Vinícius Gurgel (PR-AP), na carta em que renuncia à vaga de titular no Conselho de Ética, documento entregue ao órgão por aliados de Cunha, é uma falsificação "grosseira" e "primária".
Gurgel, aliado de Cunha, estava fora de Brasília na noite do dia 1º de março e na madrugada do dia 2, quando o Conselho de Ética aprovou por margem de um voto continuar ao processo de cassação.
A carta de renúncia foi apresentada ao Conselho às 22h40. Seis minutos depois, o líder da bancada, Maurício Quintella Lessa (AL), era indicado para o posto e votou a favor de Cunha.
Questionado, o deputado alega que a falsificação apontada pelos peritos pode decorrer da tremedeira por tê-las assinado de ressaca.
"Se eu assinei com pressa, se eu tava [de] porre, se eu tava de ressaca, se eu assinei com letra diferente, não vou ficar me batendo por isso", disse (leia aqui).
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