Mané: ecoarena brasiliense é modelo para o mundo
Autores do projeto do Estádio Nacional Mané Garrincha apresentam detalhes da obra em simpósio internacional sobre construções modernas, no Centro de Convenções. Inspirada no trabalho de Oscar Niemeyer, a arena segue os conceitos de sustentabilidade, com reaproveitamento da água para irrigação do campo, lavagem dos banheiros e captação de energia solar, além de se adaptar à natureza: às 17h, o sol penetra na obra e faz um desenho na cobertura; à medida em que as horas passam, o desenho muda de posição, com imagens que vão se compondo com a edificação
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ComCopa - Arquitetura com o DNA de Brasília. Foi esse o conceito que inspirou o arquiteto Eduardo Castro Mello ao projetar o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Ele e o engenheiro Knut Stockhusen, que também assina o projeto, mostraram as etapas de construção, características técnicas e a sustentabilidade da arena brasiliense. “Seguimos os pilares usados por Oscar Niemeyer em vários monumentos da cidade, com repetição de colunas e espaços livres para circulação de pessoas”, explicou.
Os dois apresentaram os detalhes do projeto durante palestra no Simpósio Anual da Associação Internacional para as Cascas e Estruturas Espaciais (IASS, em inglês), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, nesta sexta-feira (19/9). O evento, com mais de 400 profissionais do Brasil e do exterior, teve como tema principal as construções modernas e ecologicamente corretas.
“Sustentabilidade foi nossa preocupação desde o início, com reaproveitamento da água para irrigação do campo, lavagem dos banheiros e captação de energia solar”, afirmou Castro Mello. O arquiteto mostrou como a arena brasiliense também se adequa à natureza. “Às 17h, o sol penetra na obra e faz um desenho na cobertura. À medida que as horas passam, o desenho muda de posição, com imagens que vão se compondo com a edificação”, citou.
O caráter de multiarena também foi lembrado por Castro Mello, com apresentações de shows nacionais e internacionais, baile de carnaval, campeonato de futebol feminino, os grandes jogos do futebol brasileiro e a partida de futsal entre Brasil e Argentina.
Um dos participantes do evento, o estudante de arquitetura grego Loannis Mirtsopoulos, considerou a apresentação enriquecedora para o seu futuro trabalho, a ser desenvolvido no exterior. “Foi uma experiência ótima para entender qual foi a motivação e sentimento em relação à construção de um estádio da Copa do Mundo”, comentou.
Outras quatro construções para a Copa do Mundo – as arenas Fonte Nova (Salvador), Castelão (Fortaleza), Pantamal (Cuiabá) e das Dunas (Natal) –, também foram apresentadas aos participantes.
A presidente da Terracap, Maruska Lima, que coordenou as obras do Mané Garrincha, mediou o painel sobre os estádios e explicou que o Brasil hoje tem uma engenharia em plena evolução. “Posso falar com propriedade porque participei das obras do Estádio Nacional de Brasília. A experiência é única e singular. Somos profissionais orgulhosos do que fizemos”, afirmou.
Maruska Lima comentou que os projetos apresentados são distintos, mas tiveram em comum o desafio em razão de um prazo curto e a inovação tecnológica. “Entendemos que o maior legado para nós profissionais é o legado do conhecimento”, finalizou.
Sobre a Associação – A IASS foi fundada em 1959 e tem sua sede e secretaria em Madri, na Espanha. O principal objetivo é fomentar o progresso do projeto, da análise e da construção de sistemas estruturais leves. Anualmente, a IASS organiza um Simpósio Internacional focado em temas de interesse geral de engenheiros, arquitetos e construtores. O evento de Brasília é realizado em parceria com a Rede Latino-Americana para as Tensoestruturas, que faz conjuntamente o 6º Simpósio Latino-Americano sobre Tensoestruturas.
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