Maia: é 'basicamente impossível' Câmara manter sigilo da delação de Funaro
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira, 17, que é "basicamente impossível" pressupor que o sigilo sobre os vídeos da delação premiada do doleiro Lúcio Funaro fosse mantido até o final da análise da segunda denúncia contra Michel Temer; "É basicamente impossível você imaginar que vai enviar uma denúncia para a Câmara dos Deputados para que 513 deputados e deputadas avaliem o documento e que você vai manter esses documentos sob sigilo. É basicamente impossível que esse sigilo fosse mantido até o final do julgamento", disse Maia a jornalistas nesta terça ao ser questionado sobre o episódio
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Brasília 247 - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira, 17, que é "basicamente impossível" pressupor que o sigilo sobre os vídeos da delação premiada do doleiro Lúcio Funaro fosse mantido até o final da análise da segunda denúncia contra Michel Temer.
"É basicamente impossível você imaginar que vai enviar uma denúncia para a Câmara dos Deputados para que 513 deputados e deputadas avaliem o documento e que você vai manter esses documentos sob sigilo. É basicamente impossível que esse sigilo fosse mantido até o final do julgamento", disse o presidente da Câmara a jornalistas nesta terça ao ser questionado sobre o episódio.
Na visão de Maia, ainda que os vídeos fossem inéditos, o conteúdo das delações já era conhecido. Na semana passada, a divulgação dos vídeos da delação de Lúcio Funaro gerou um mal-estar entre o advogado de Temer, o criminalista Eduardo Carnelós, e o presidente da Câmara.
Maia ressaltou que tem "certeza" de que o fato de as gravações terem vindo a público não vai 'afetar o voto de qualquer deputado' na sessão que vai decidir sobre o encaminhamento da denúncia ao Supremo.
"A determinação do ministro Fachin foi respeitada pela Secretaria-Geral da Mesa. E tenho certeza de que nenhuma dessas polêmicas dos últimos dias vai afetar o voto de qualquer deputado. A narrativa desses vídeos já era pública, então, ninguém se surpreendeu com aquilo que foi dito tanto por um delator quanto por outro", enfatizou Maia nesta terça-feira aos jornalistas.
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