O presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição no cargo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se mostrou orgulhoso ao ser citado pelo colega Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) como o presidente que não criou "patota" na Casa. "Acho que esse é o caminho: não restringir o poder a poucos e distribuir o poder", afirmou; apesar de ainda não ter formalizado sua candidatura, o democrata destacou que não haverá retaliação a ninguém no dia seguinte ao processo eleitoral na Câmara; Maia ignorou o questionamento sobre a acusação de que estaria oferecendo cargos no governo em troca de apoio à sua recondução
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Brasília 247 - O presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição no cargo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se mostrou orgulhoso ao ser citado pelo colega Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) como o presidente que não criou "patota" na Casa. "Acho que esse é o caminho: não restringir o poder a poucos e distribuir o poder", afirmou. Apesar de ainda não ter formalizado sua candidatura, o democrata destacou que não haverá retaliação a ninguém no dia seguinte ao processo eleitoral na Câmara. "Retaliar não é democrático", justificou.
O congressista afirmo que, depois de eleito presidente da Casa, partilhou o poder com todos. Maia ignorou o questionamento sobre a acusação de que estaria oferecendo cargos no governo em troca de apoio à sua recondução, de acordo com informações divulgadas pelo Correio Braziliense.
O deputado disse que seu objetivo é manter a harmonia e o ambiente menos radicalizado criado em sua gestão, "sem conflitos pessoais" entre os parlamentares durante as votações em plenário e com respeito à oposição.
O parlamentar voltou a repetir que ainda está "amadurecendo" sua candidatura, mas defendeu o direito de disputar um segundo mandato para o comando da Câmara.
Citado pela Odebrecht
Maia foi citado pelo ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Cláudio Filho. Em delação à força-tarefa da Lava Jato, Cláudio afirmou que a empreiteira pagou pelo menos R$ 600 mil ao presidente da Câmara, cujo codinome na lista de propina é 'Botafogo'. Melo aponta o democrata como um de seus interlocutores preferenciais no Congresso. O ex-executivo vincula um dos pagamentos, de R$ 100 mil, à compra de apoio de Maia à Medida Provisória 613, de 2013.
A MP 613 prevê incentivos fiscais para a indústria química, assunto de interesse especial da Braskem, do grupo Odebrecht.
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