Máfia das Funerárias: corpos eram mutilados para caber em caixões
O diretor-adjunto da Divisão de Assuntos Internos da Corregedoria-Geral da Polícia Civil do DF, delegado Marcos Paulo Loures, disse que várias funerárias estabelecidas na em Brasília “terceirizavam” serviços para empresas clandestinas; de acordo com denúncias recebidas durante as investigações, criminosos agiam como açougueiros, pendurando os defuntos de cabeça para baixo de forma que sangrassem mais rápido; “Pior que isso, corpos seriam mutilados, com pernas cortadas, para caberem nos caixões”, informou ele, ao justificar a necessidade de uma segunda fase da Operação Caronte
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Brasília 247 - O diretor-adjunto da Divisão de Assuntos Internos da Corregedoria-Geral da Polícia Civil do DF, delegado Marcos Paulo Loures, disse que várias funerárias estabelecidas na em Brasília “terceirizavam” serviços para empresas clandestinas. De acordo com denúncias recebidas durante as investigações, criminosos agiam como açougueiros, pendurando os defuntos de cabeça para baixo de forma que sangrassem mais rápido. “Pior que isso, corpos seriam mutilados, com pernas cortadas, para caberem nos caixões”, informou ele, ao justificar a necessidade de uma segunda fase da Operação Caronte, deflagrada nesta sexta-feira (17).
Segundo o delegado, as denúncias apontaram que uma das funerárias clandestinas acumulou 30 corpos nus, deitados no chão, durante um dia de grande demanda. “Os relatos dão conta de que as vísceras entupiam e contaminavam a rede de esgoto”, afirmou o policial. “Apreendemos um vídeo que mostra o chamado transbordo. É quando uma funerária que tem credenciais é contratada só para pegar o corpo, e aí coloca em um carro que não é autorizado”, disse Loures.
Mesmo trabalhando de forma precária, as funerárias cobravam caro dos familiares por “um serviço de qualidade” e um “tratamento atencioso”. Segundo as investigações, em alguns casos, os enterros custavam R$ 14 mil. Os relatos foram publicados no site Metrópoles.
Foram apreendidos 37 rádios transmissores programados na frequência utilizada pelas forças de segurança, carros funerários que transportavam corpos sem autorização, computadores e documentos.
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