Lula assume articulação para ministérios e Câmara
Desde esta terça-feira em Brasília, ex-presidente trabalha com agenda intensa de encontros com Dilma, parlamentares e lideranças partidárias por articulação em torno da definição da nova equipe ministerial da presidente, travada por conta de impasses com a base, e da escolha do candidato do PT para disputar a presidência da Câmara com Eduardo Cunha, do PMDB; ao fim do dia, ele comanda um ato político do partido, onde discursará em defesa do governo, em meio a manifestações por impeachment e intervenção militar, convocadas inclusive por líderes da oposição; será a primeira forte resposta de Lula sobre os atos
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247 – O ex-presidente Lula tem uma agenda intensa por esses dias em Brasília. Ele assume a articulação para a definição da nova equipe ministerial da presidente Dilma Rousseff e também para a indicação de um candidato do PT à presidência da Câmara, a fim de disputar com o peemedebista Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Desde esta terça-feira 9 Lula tem reuniões com Dilma, parlamentares e lideranças partidárias na capital.
O papel do cacique petista é extremamente importante no momento em que o governo Dilma precisa mais do que nunca do Congresso – diante de uma oposição mais combativa e de investigações de corrupção – e não poderia ter no comando da Câmara um parlamentar visto mais como adversário do que como aliado. A campanha de Cunha, no entanto, vem se fortalecendo, enquanto o PT sequer tem nome competitivo para a disputa.
O presidente do PT, Rui Falcão, já assegurou que o partido terá candidato próprio, informação confirmada ontem pelo líder Vicentinho. O deputado paulista admitiu, porém, que a sigla poderá recuar da decisão. "Não temos dúvida: vamos apresentar nome para ser apreciado por outros partidos, mas não vamos impor um nome. Esse nome pode ser substituído até mesmo por um de outro partido", disse.
Uma ala do partido próxima a Lula já considera apoiar Eduardo Cunha, mas a posição enfrenta resistência. Encontro realizado nesta terça-feira 9 pela bancada petista terminou sem definição. Haverá hoje uma nova reunião em busca de consenso. Os deputados devem negociar diretamente com Lula e Rui Falcão os rumos dessa eleição, em reunião na manhã desta quarta-feira.
De acordo com os parlamentares petistas, Lula tem recomendado cautela e espera do partido para verificar o impacto das investigações da Operação Lava Jato, sobre esquema de corrupção na Petrobras, no Congresso.
Já a definição da equipe ministerial é barrada pelos interesses da base aliada. A reunião da bancada ontem foi dominada por reclamações de que o partido não está sendo ouvido e por demandas por mais espaço na Esplanada dos Ministérios. A mais nova tensão é com o PCdoB, que quer manter Aldo Rebelo no Esporte. A pasta, porém, foi reivindicada pela presidente, que oferece a Cultura à legenda. O encontro de Lula com as siglas aliadas acontece hoje à tarde.
O assunto também dominará o encontro do antecessor com a presidente Dilma, pela terceira vez desde que ela foi reeleita. À noite, o motivo principal da viagem de Lula. O ex-presidente participa do lançamento da segunda etapa do 5º Congresso Nacional do PT, quando deve fazer um duro discurso em defesa do governo, em um momento de manifestações, convocadas inclusive pela oposição, que pedem impeachment e a volta do regime militar. Será a primeira forte resposta do ex-presidente contra a ação.
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