Lira defende "harmonia entre poderes" e se coloca como fiador das "reformas"

O presidente da Câmara, Arthur Lira, tentou abafar a crise com os poderes Legislativo e Judiciário provocada por Jair Bolsonaro, que flerta com um golpe ao criticar a segurança do sistema eleitoral brasileiro e também se vê cada vez mais acuado com o avanço das investigações da CPI da Covid

Deputado Arthur Lira, presidente da Câmara
Deputado Arthur Lira, presidente da Câmara (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)


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247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), tentou abafar a crise provocada por Jair Bolsonaro com o Judiciário e defendeu a harmonia entre os poderes. Também afirmou que a Casa avança nas "reformas" - o governo fez alterações na legislação trabalhista que atacam duramente os direitos dos trabalhadores e também fez mudanças na equipe ministerial para tentar barrar mobilizações pelo impeachment, tendo como uma das principais medidas a nomeação do senador Ciro Nogueira (PP-PI), líder do centrão, para o Ministério da Casa Civil. 

"O Brasil sempre terá no presidente da Câmara dos Deputados um ferrenho defensor constitucional da harmonia e independência entre os Poderes", escreveu o parlamentar no Twitter. "Vigilante e soberana, a Câmara avança nas reformas, como a tributária que votaremos nessa semana, na certeza de que o país precisa de mais trabalho e menos confusão", acrescentou.

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Bolsonaro vem criticando a confiabilidade das urnas eletrônicas e faz ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal, uma maneira de insuflar apoiadores a se manifestarem contra o Judiciário e, por consequência, o governo ter mais apoio para um eventual golpe. 

No dia 6 deste mês, Bolsonaro chamou o ministro do STF Luís Roberto Barroso de "filho da puta" e, no dia 9 de julho, disse que o ministro é "imbecil" e "idiota". Além de rebater ataques de Bolsonaro às urnas, Barroso também havia determinado, em abril, a instalação da CPI da Covid pelo Senado. 

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No dia 5 de agosto, Bolsonaro ameaçou outro ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, ao dizer que "a hora dele vai chegar". O motivo foi a decisão do ministro pela inclusão de Bolsonaro no inquérito fake news por causa dos ataques sem provas à segurança do sistema eleitoral brasileiro. 

Mais de cem pedidos de impeachment foram protocolados na Câmara dos Deputados, mas nenhum ainda foi para a análise. No dia 30 de junho foi protocolado na Câmara um superpedido de afastamento de Bolsonaro. A ideia foi unificar os argumentos dos mais de 120 pedidos de afastamento que haviam sido apresentados na Casa. 

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Uma das acusações apontadas no documento foi justamente o fato de Bolsonaro estimular simpatizantes e as Forças Armadas a darem apoio para um possível golpe, com fechamento do Supremo e do Congresso.

Bolsonaro fomenta a ruptura institucional e também havia feito um orçamento secreto de R$ 3 bilhões em emendas no final do ano passado para reforçar o apoio da base bolsonarista no Congresso e frear mobilizações pelo impeachment. 

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Além das manifestações de rua e na internet pelo afastamento, Bolsonaro está acuado pelos trabalhos da CPI da Covid. A Comissão Parlamentar de Inquérito vai sugerir que ele seja indiciado pelos crimes de curandeirismo, charlatanismo, epidemia e publicidade enganosa, entre outros delitos.

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