Lewandowski define agora próximos passos do impeachment
Encerrada a votação do relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG), ainda nesta quinta-feira os líderes partidários se reúnem, no Salão Nobre do Senado, com o presidente do Supremo para definir as regras da sessão plenária em que, terça-feira (9), a Casa delibera sobre o parecer da comissão; Ricardo Lewandowski deve acertar com os líderes o horário da sessão, quem falará no encaminhamento da votação, quantos minutos cada um falará, e também se a sessão entrará pela madrugada ou se será suspensa, à noite, para ser retomada na manhã seguinte
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Agências Senado e Brasil - Encerrada a votação do relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG), ainda nesta quinta-feira (4) os líderes partidários se reúnem, no Salão Nobre do Senado, com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, para definir as regras da sessão plenária em que, terça-feira (9) - a primeira presidida por ele, a Casa delibera sobre o parecer da Comissão Especial do Impeachment.
Na reunião, Lewandowski deve acertar com os líderes o horário da sessão, quem falará no encaminhamento da votação, quantos minutos cada um falará, e também se a sessão entrará pela madrugada ou se será suspensa, à noite, para ser retomada na manhã seguinte.
O Regimento Interno prevê que, nesta sessão, a decisão dos senadores será tomada por maioria simples, presente a maioria absoluta da Casa. Se o Plenário entender pelo prosseguimento do processo de impeachment, uma sessão definitiva ainda precisará ser marcada até o fim do mês. Serão necessários, portanto, os votos de metade mais um dos 81 senadores presentes para confirmar ou não a decisão da Comissão Especial do Impeachment.
Contando com resultado desfavorável à Dilma na próxima votação, senadores que apoiam o impeachment pressionam para que a conclusão do processo ocorra ainda este mês. Lewandowski só marcará a data após o encerramento da fase de pronúncia, na semana que vem. A expectativa é que o julgamento dure até uma semana. Caso chegue à fase final, o ministro adiantou que não pretende realizar sessões no fim de semana.
Defesa
Ao deixar a Comissão do Impeachment nesta quinta-feira, o advogado de defesa, José Eduardo Cardozo, informou que espera que a próxima votação, na terça-feira, não seja realizada de maneira apressada e que a análise leve mais de um dia.
"Espero que o amor à pressa não faça ceder o amor à Justiça", disse. Cardozo defendeu que, a partir de terça-feira, assim como em um juri, acusação e defesa tenham, cada uma, uma hora e meia para se manifestar, além de mais uma hora para réplica das partes.
Pelas contas de Cardozo, só para essa etapa seriam necessárias cinco horas, sem contar os pronunciamentos dos senadores. O advogado acrescentou que Dilma Rousseff não deverá comparecer ao Senado semana que vem e que ainda não sabe se ela participará do julgamento final.
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