Leitura do pedido de impeachment será nesta quinta
A leitura da peça que acompanha o pedido de impeachment da presidente Dilma, acatado na noite de ontem pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ocorrerá em sessão ordinária da Câmara marcada para 14h; segundo o primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), toda a documentação sobre o processo de impeachment, com cerca de 2 mil páginas, tem que ser lida no plenário; o mesmo ocorrerá com o ato de criação da comissão especial que analisará o processo de abertura do impeachment
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Jornal do Brasil - A leitura da peça que acompanha o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, acatado na noite de quarta-feira (2) pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ocorrerá nesta quinta-feira (3) em sessão ordinária da Câmara marcada para iniciar às 14h. O documento apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal terá que ser lido juntamente com a decisão de Cunha.
Segundo o primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), toda a documentação sobre o processo de impeachment, com cerca de 2 mil páginas, tem que ser lida no plenário. O mesmo ocorrerá com o ato de criação da comissão especial que analisará o processo de abertura do impeachment.
Ao deixar a Câmara, Eduardo Cunha informou que irá se reunir às 11h30 com os líderes partidários para analisarem a tramitação do processo e avaliar os próximos passos da medida.
Antes da reunião com Cunha, os líderes dos partidos da oposição vão se encontrar para indicar os seus representantes na composição da comissão especial.
Durante a entrevista em que anunciou que tinha acatado o pedido de impeachment, o presidente da Câmara disse que a motivação não era política, mas de natureza técnica, baseada nas pedaladas fiscais do governo federal.
O Congresso Nacional, contudo, aprovava no momento da entrevista de Cunha a meta fiscal que permite fechar o ano de 2015 com déficit sem incorrer no crime de responsabilidade fiscal.
Também nesta quarta-feira, os três deputados petistas que têm assento no Conselho de Ética anunciaram mais cedo que votarão contra o peemedebista, que enfrenta no órgão processo de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar.
Fontes na Câmara afirmaram que Eduardo Cunha recebeu parlamentares da oposição logo após o anúncio do PT. Os deputados argumentaram que só restava ao presidente da Câmara anunciar a abertura, já que a derrota no Conselho de Ética poderia precipitar uma ação conjunta da Procuradoria-Geral da República e do Supremo, como ocorreu na prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) na semana passada.
Desde que foi eleito, no dia 1º de fevereiro deste ano, Eduardo Cunha demonstrou perfil diverso do PMDB, que é base aliada do governo, e fez questão de impor derrotas ao Planalto. Desde então, o peemedebista vem defendendo veementemente a ruptura de seu partido com o governo.
Para que seja autorizado o processo de impeachment na Câmara e siga para o Senado, são necessários os votos de dois terços do total de deputados (513) em plenário.
Com Agência Brasil
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