Kakay: Lira e Aras têm obrigação de punir os crimes de Bolsonaro
"Mosaico insuportável é uma vergonha para a imagem do Brasil no exterior", escreveu o criminalista, em artigo com Juliano Breda, a respeito da blindagem concedida a Jair Bolsonaro, a despeito de seus inúmeros crimes de responsabilidade
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247 – Os criminalistas Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e Juliano Breda, escrevem artigo nesta quarta-feira em que cobram do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do procurador-geral da República, Augusto Aras, o fim da blindagem concedida a Jair Bolsonaro, que já cometeu dezenas de crimes de responsabilidade, como seu descaso com a pandemia, seus ataques à democracia e suas quebras diárias de decoro.
"Após os deliberados ataques à cultura, aos direitos humanos, ao meio ambiente e à democracia, o desmonte das universidades e dos sistemas de proteção das minorias, Jair Bolsonaro decidiu executar um programa necrófilo diante do mais duro teste civilizatório do nosso tempo. Enquanto assistíamos a altos esforços dos líderes mundiais no combate às causas e efeitos trágicos da pandemia de Covid-19, passamos a empilhar mais de 560 mil cadáveres e viver um sofrimento coletivo causado por um insano negacionismo", pontuam.
"Seu governo, marcado por ódio, conspiração, racismo e corrupção, é uma vergonha para a imagem do Brasil no exterior. Como se todo esse mosaico já não fosse insuportável, Bolsonaro passou a promover criminosas agressões à honra dos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, juristas e homens públicos de biografias exemplares. Não estamos diante apenas de calúnias pessoais, mas de um assalto à independência de um dos Poderes da República", lembram ainda os criminalistas.
"O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem o dever de admitir o processo de impeachment, e a Procuradoria-Geral da República precisa cumprir sua obrigação constitucional e denunciar o presidente em razão dos diversos crimes que vem praticando ao longo dos últimos meses, responsabilizando Bolsonaro pelas mortes que causou e pelos graves atentados ao funcionamento do Poder Judiciário", finalizam.
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