Juiz autoriza depoimentos de 42 no processo em que amigos de Temer são réus
A Justiça de Brasília autorizou os depoimentos de 42 pessoas no processo em que amigos de Michel Temer se tornaram réus, acusados de integrar uma organização criminosa, entre eles o ex-coronel da PM-SP João Batista Lima Filho; o advogado José Yunes (à esq., em cima), ex-assessor do emedebista; e o ex-assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures (à esq., embaixo)
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247 - Atendendo a um pedido do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF), o Juiz da 12ª Vara da Justiça Federal em Brasília , Marcus Vinicius Reis, autorizou os depoimentos de 42 pessoas no processo em que amigos de Michel Temer se tornaram réus - eles são acusados de integrar uma organização criminosa. A maioria das testemunhas é delatores – 36 são colaboradores da Lava Jato – que serão ouvidos no processo do chamado "quadrilhão do MDB". Entre os amigos de Temer réu nesta ação, estão o ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo João Batista Lima Filho; o advogado José Yunes, ex-assessor do emedebista; e o ex-deputado e ex-assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures. Os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves também são réus na ação.
De acordo com o Ministério Público Federal, um grupo de integrantes do MDB formou um núcleo político para cometer crimes contra empresas e órgãos públicos. A suposta organização criminosa ficou conhecida como "quadrilhão do MDB". O MP informou que Yunes e Lima, por exemplo, serviam de emissários e arrecadadores de propina para o MDB e para Temer.
Também existe a suspeita de que Loures fosse emissário de Temer na Caixa Econômica em um suposto esquema de desvios - Loures foi preso a partir da delação da JBS, em junho do ano passado, por causa da mala com R$ 500 mil que teria recebido de Ricardo Saud, delator e ex-diretor do grupo J&F. O dinheiro seria propina para Temer. Menos de um mês depois ele conseguiu liberdade com restrições.
Yunes e Lima cumpriram prisão temporária na Operação Skala, no começo do mês, que investiga suposto favorecimento a empresas do setor portuário com o Decreto dos Portos em troca de propina.
Entre as testemunhas a serem ouvidas no processo estão o ex-ministro Antônio Palocci, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró; o empresário Marcelo Odebrecht, do grupo Odebrecht; Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC; o operador Fernando Baiano; o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e o ex-senador Delcidio do Amaral.
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