Janot rejeita investigação sobre Temer e Padilha em caso Geddel
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não vai investigar o presidente Michel Temer e o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) no âmbito das denúncias feitas pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero contra Geddel Vieira Lima; Janot entendeu que as denúncias e gravações feitas por Calero não eram suficientes para a inclusão da dupla; mas caberá à Procuradoria da República em Brasília, base do Ministério Público Federal, decidir se abre ou não inquérito contra Geddel, alvo central das acusações do ex-ministro da Cultura
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Brasília 247 - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não vai investigar o presidente Michel Temer e o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) no âmbito das denúncias feitas pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero contra Geddel Vieira Lima. Janot entendeu que as denúncias e gravações feitas por Calero não eram suficientes para a inclusão da dupla. Mas caberá à Procuradoria da República em Brasília, base do Ministério Público Federal, decidir se abre ou não inquérito contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), alvo central das acusações do ex-ministro da Cultura.
As informações são de O Globo.
No mês passado, Calero pediu demissão e, em depoimento espontâneo à Polícia Federal, acusou Geddel de fazer pressão indevida pela liberação das obras do La Vue, um prédio em uma área histórica de Salvador onde o ex-ministro da Secretaria de Governo teria comprado um apartamento. As obras estão embargadas com base em decisão técnica do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Calero também apontou a participação de Temer, Padilha e do secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, na articulação para liberar as obras do La Vue.
Depois de interrogar Calero, a Polícia Federal pediu ao STF autorização para abrir inquérito contra Geddel, que, naquele momento, era ministro e tinha foro especial. Com Geddel fora do governo e o entendimento que não há indícios contra Temer e Padilha, a PF poderá abrir inquérito por conta própria, mesmo antes de qualquer deliberação da Procuradoria da República sobre o assunto.
A Comissão de Ética Pública da Presidência, por sua vez, se reuniu nesta quinta-feira e decidiu, por unanimidade, aplicar uma censura ética contra Geddel. É punição máxima para uma autoridade que já saiu do governo. Na prática, a decisão do colegiado — que deixa uma “mancha no currículo”, segundo o presidente da comissão de ética — não impede que Geddel ocupe cargos públicos."
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