Janot: anistia a caixa dois implode a Lava Jato

"A anistia, se for levada adiante, pode desidratar a Lava-Jato", disse o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; a iniciativa, que quase foi votada na surdina, teve o apoio do Palácio do Planalto, por meio do ministro Geddel Vieira Lima, que disse que "caixa dois não é crime" e que o tema deve ser debatido "sem preconceitos"; políticos, em Brasília, temem o impacto das delações da Odebrecht e da OAS, que podem atingir centenas de pessoas, incluindo deputados, senadores e ministros, como o próprio Geddel

15/10/2014- Brasília- DF, Brasil- O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no STF. Foto: Fellipe Sampaio/ SCO/ STF
15/10/2014- Brasília- DF, Brasil- O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no STF. Foto: Fellipe Sampaio/ SCO/ STF (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou pela primeira vez sobre a proposta de anistia ao caixa dois, que quase foi votada na surdina, numa manobra que contou com o aval do Palácio do Planalto.

"A anistia, se for levada adiante, pode desidratar a Lava-Jato", disse ele, ao jornalista Jailton Carvalho, no Globo (leia aqui).

"O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, comparou o recente movimento no Congresso Nacional pela aprovação de um projeto de anistia ao caixa dois ao início da reação conservadora que implodiu a Operação Mãos Limpas, na Itália, na década de 90. Para Janot, o projeto da anistia, visível resposta dos meios políticos contra a Lava-Jato, é similar ao decreto Conso, conjunto de medidas adotada pelo então ministro da Justiça italiano Giovanni Conso para descriminalizar a movimentação de recursos de campanhas eleitorais não declarados às autoridades fiscais", diz a reportagem de Jailton.

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A iniciativa, que quase foi votada na surdina, teve o apoio do Palácio do Planalto, por meio do ministro Geddel Vieira Lima, que disse que "caixa dois não é crime" e que o tema deve ser debatido "sem preconceitos."

Políticos, em Brasília, temem o impacto das delações da Odebrecht e da OAS, que podem atingir centenas de pessoas, incluindo deputados, senadores e ministros, como o próprio Geddel.

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