Itamaraty quer explicações sobre vinda de encarregado da Venezuela
Ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, cobrou nesta quarta (5) do encarregado de Negócios da Embaixada da Venezuela, Reinaldo Segóvia, explicações sobre a vinda, semana passada, do ministro de Comunidades e Movimentos Sociais e vice-presidente de Desenvolvimento do Socialismo Territorial, Elias Jaua, para compromissos políticos, sem que o governo brasileiro fosse comunicado
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Danilo Macedo - Repórter da Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, cobrou hoje (5) do encarregado de Negócios da Embaixada da Venezuela, Reinaldo Segóvia, explicações sobre a vinda, semana passada, do ministro de Comunidades e Movimentos Sociais e vice-presidente de Desenvolvimento do Socialismo Territorial, Elias Jaua, para compromissos políticos, sem que o governo brasileiro fosse comunicado. Jaua estabeleceu convênios com representantes farmacêuticos no Paraná, conheceu experiências de transporte público e gestão de resíduos da prefeitura de Curitiba e fechou acordos com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), em São Paulo.
O chanceler brasileiro informou a Segóvia que causou “estranheza” a agenda política de Jaua no Brasil, incluindo acordos com movimentos sociais brasileiros. Na diplomacia, a falta de aviso pode ser interpretada como ingerência em assuntos internos e contrário às boas relações entre os dois países. Apesar de não avisar o Palácio do Planalto e o Itamaraty, Jaua divulgou agenda e os convênios firmados em território brasileiro no site do seu ministério e no microblog Twitter.
No site do Ministério de Comunidades e Movimentos Sociais, Jaua informou que os acordos com o MST foram firmados nas áreas de formação e desenvolvimento da produtividade comunitária. Segundo ele, os convênios objetivam o incremento da capacidade de intercâmbio de experiências. “Temos de fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista, que é a formação, consciência e organização do povo, para defender o que conquistou e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista”, acrescentou.
O fato acabou resultando em requerimento do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), pedindo a convocação de Figueiredo. Caiado quer explicações sobre o convênio entre o governo da Venezuela e o MST. Acordo entre oposição e base aliada transformou a convocação em convite, o que não obriga o ministro a comparecer. Apesar disso, ele já confirmou presença na audiência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, marcada para 19 de novembro.
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