'Há risco de não ter como pagar salário de novembro'

O chefe da Casa Civil do Distrito Federal, Hélio Doyle, informou que há risco do salário dos servidores não ser pago em novembro deste ano se o governo local mantiver a receita atual; de acordo com o dirigente, também existe a possibilidade de o salário de dezembro não ser pago e ser jogado para o ano seguinte; "Se mantivermos a situação de hoje, ou seja, com a projeção de receita que temos hoje, sem essas medidas, sem cortar mais gastos de custeio, a gente corre risco de não ter como pagar salário de novembro. O risco, sem querer fazer nenhum terrorismo, existe"

O chefe da Casa Civil do Distrito Federal, Hélio Doyle, informou que há risco do salário dos servidores não ser pago em novembro deste ano se o governo local mantiver a receita atual; de acordo com o dirigente, também existe a possibilidade de o salário de dezembro não ser pago e ser jogado para o ano seguinte; "Se mantivermos a situação de hoje, ou seja, com a projeção de receita que temos hoje, sem essas medidas, sem cortar mais gastos de custeio, a gente corre risco de não ter como pagar salário de novembro. O risco, sem querer fazer nenhum terrorismo, existe"
O chefe da Casa Civil do Distrito Federal, Hélio Doyle, informou que há risco do salário dos servidores não ser pago em novembro deste ano se o governo local mantiver a receita atual; de acordo com o dirigente, também existe a possibilidade de o salário de dezembro não ser pago e ser jogado para o ano seguinte; "Se mantivermos a situação de hoje, ou seja, com a projeção de receita que temos hoje, sem essas medidas, sem cortar mais gastos de custeio, a gente corre risco de não ter como pagar salário de novembro. O risco, sem querer fazer nenhum terrorismo, existe" (Foto: Leonardo Lucena)


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Brasília 247 - O chefe da Casa Civil do Distrito Federal, Hélio Doyle, informou nesta sexta-feira (15) que há risco do salário dos servidores não ser pago em novembro deste ano se o governo local mantiver a receita atual. De acordo com o dirigente, também existe a possibilidade de o salário de dezembro não ser pago e ser jogado para o ano seguinte.

"Se mantivermos a situação de hoje, ou seja, com a projeção de receita que temos hoje, sem essas medidas, sem cortar mais gastos de custeio, a gente corre risco de não ter como pagar salário de novembro. O risco, sem querer fazer nenhum terrorismo, existe", afirmou. A entrevista foi concedida ao Bom Dia DF.

Com o objetivo de amenizar a crise financeira, o Executivo anunciou nesta quinta que vai propor à Câmara Legislativa um pacote de medidas para aumentar a arrecadação.

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Entre as propostas, está um projeto para venda de ações de estatais e de terrenos do governo, a criação de uma previdência complementar para os novos servidores, regulamentação da aposentadoria especial, incluindo para deficientes, regulamentação do auxílio-funeral e securitização das dívidas do DF.

Doyle reforçou que para o GDF sair do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo ele, para atingir esse objetivo, é necessário reduzir a folha de pagamento. Ele disse, no entanto, não haver mais servidores que possam ser cortados.

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"Nós não temos mais muito o que reduzir na folha de pagamento, fizemos um corte muito grande de comissionados, podemos fazer mais, mas hoje a máquina pública no DF depende muito do comissionado, temos que fazer esse ajuste com o tempo para privilegiar mais o servidor concursado", acrescentou. O dirigente não descartou a possibilidade de demitir servidores concursados caso o governo ultrapasse o limite da responsabilidade fiscal.

Outras medidas

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Para aumentar a arrecadação, o GDF avalia aumentar o IPTU e fazer uma pequena mudança para quem comprar carro zero no ano que vem. O comprador não vai pagar IPVA no primeiro ano. Mas a partir do segundo ano o imposto sobe de 3,5% para 4% do valor do veículo.

Outra medida é aumentar a taxa de limpeza pública. O governo ainda vai calcular o valor do aumento. De acordo com o Executivo, são gastos R$ 220 milhões com coleta, transporte, tratamento e destinação de lixo, mas são arrecadados apenas R$ 109 milhões.

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O GDF pretende reduzir os custos da coleta e uma das medidas a serem tomadas seria responsabilizar grandes empresas e o Aeroporto doe Brasília, por exemplo, pela coleta de lixo que produzem.

"É preciso realmente o aumento porque hoje o sistema é injusto. Quem tem pouco lixo está pagando a mesma coisa do que grandes empresas que tem recolhimento de lixo muito maior. Pode pesar mais para grandes empresas, grandes supermercados, empresas de maior porte", afirmou Doyle.

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Segundo ele, "a taxa de lixo está muito defasada em relação ao que é necessário para cobrir os serviços de coleta no DF". "Mesmo a gente estando trabalhando agora em uma nova licitação e tentando baixar esse custo da coleta é um ajuste necessário e a taxa de lixo no DF é uma das menores no país".

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