Gim negociou propina para barrar convocação por CPI, diz empreiteiro

Em depoimento como testemunha de acusação em uma ação penal da Lava Jato, o ex-vice-presidente da empreiteira Engevix Gerson Almada confirmou nesta quinta-feira 21 que conversou com um sócio da empreiteira, José Antunes Sobrinho, sobre pedido de propina feito pelo ex-senador Gim Argello para evitar a convocação de executivos da empresa para depor na CPI da Petrobras

Em depoimento como testemunha de acusação em uma ação penal da Lava Jato, o ex-vice-presidente da empreiteira Engevix Gerson Almada confirmou nesta quinta-feira 21 que conversou com um sócio da empreiteira, José Antunes Sobrinho, sobre pedido de propina feito pelo ex-senador Gim Argello para evitar a convocação de executivos da empresa para depor na CPI da Petrobras
Em depoimento como testemunha de acusação em uma ação penal da Lava Jato, o ex-vice-presidente da empreiteira Engevix Gerson Almada confirmou nesta quinta-feira 21 que conversou com um sócio da empreiteira, José Antunes Sobrinho, sobre pedido de propina feito pelo ex-senador Gim Argello para evitar a convocação de executivos da empresa para depor na CPI da Petrobras (Foto: Gisele Federicce)


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Michèlle Canes - Repórter da Agência Brasil

Em depoimento como testemunha de acusação em uma ação penal da Lava Jato, o ex-vice-presidente da empreiteira Engevix Gerson Almada confirmou hoje (21) que conversou com um sócio da empreiteira, José Antunes Sobrinho, sobre pedido de propina feito pelo ex-senador Gim Argello para evitar a convocação de executivos da empresa para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

"Ele [Sobrinho] falou sobre esse assunto em duas oportunidades comigo. Por telefone, falou exatamente estas palavras que eu anotei até numa ata pessoal, ata de reunião, ligou dizendo que a OAS iria coordenar uma arrecadação. Isso foi uma informação que ele deu", disse Almada no depoimento ao responder uma pergunta de um representante do Ministério Público Federal (MPF).

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"E depois, mais para frente, ele, numa reunião de sócios, explicou que estava sendo pedido para ele uma quantia de R$ 5 milhões pelo senador Gim Argello, para que nós não fossemos chamados dentro do processo CMPI da Petrobras. O que nós não concordamos", acrescentou em outro trecho do depoimento, que durou pouco mais de nove minutos e foi tomado por meio de videoconferência.

Segundo Almada, a Engevix não fez o pagamento solicitado pelo então senador. O executivo disse ainda que não conversou com Gim Argello sobre a CPI nem recebeu telefonemas do ex-parlamentar para marcação de reuniões.

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Em maio deste ano, o juiz Federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, recebeu denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o Argello e mais oito pessoas. O ex-senador foi preso em abril deste ano durante a 28º fase da operação.

De acordo com a denúncia, o ex-senador, em parceria com dirigentes das empreiteiras, negociaram vantagens indevidas para obstruir os trabalhos das CPIs instaladas no Senado e na Câmara dos Deputados para investigar atos ilícitos contra a Petrobras. Segundo as investigações, houve pagamento de propina para evitar a convocação de empreiteiros para depôr nas comissões, envolvendo as empresas UTC, OAS, Toyo Setal e Odebrecht. Argello teria pedido propina também às empresas Andrade Gutierrez, Engevix e Camargo Côrrea, que não aceitaram o pedido.

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Procurada pela Agência Brasil, a empreiteira OAS, citada no depoimento de Almada, disse que não vai se manifestar sobre o assunto.

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