Gilmar: despacho de Janot é 'ridículo e infantil'

Ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), questiona a conduta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao arquivar um pedido de investigação sobre a campanha que reelegeu a presidente Dilma Rousseff; ele ainda ironizou o fato de ter assinado despacho no dia 13 de agosto: "Vem o despacho do procurador determinando o arquivamento, sintomaticamente no dia 13 de agosto, deve ser mera coincidência"; segundo ele, o parecer é “ridículo” e a fundamentação “vai de infantil a pueril”

Ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), questiona a conduta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao arquivar um pedido de investigação sobre a campanha que reelegeu a presidente Dilma Rousseff; ele ainda ironizou o fato de ter assinado despacho no dia 13 de agosto: "Vem o despacho do procurador determinando o arquivamento, sintomaticamente no dia 13 de agosto, deve ser mera coincidência"; segundo ele, o parecer é “ridículo” e a fundamentação “vai de infantil a pueril”
Ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), questiona a conduta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao arquivar um pedido de investigação sobre a campanha que reelegeu a presidente Dilma Rousseff; ele ainda ironizou o fato de ter assinado despacho no dia 13 de agosto: "Vem o despacho do procurador determinando o arquivamento, sintomaticamente no dia 13 de agosto, deve ser mera coincidência"; segundo ele, o parecer é “ridículo” e a fundamentação “vai de infantil a pueril” (Foto: Roberta Namour)


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247 - O ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atacou o despacho em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou um pedido de investigação sobre a campanha que reelegeu a presidente Dilma Rousseff. Em entrevista ao ‘Estado de S. Paulo’, ele afirma que o parecer é “ridículo” e a fundamentação “vai de infantil a pueril”.

Ele cita ainda a data da decisão, dia 13 de agosto, como um sinal de ter acobertado a presidente petista: "Vem o despacho do procurador determinando o arquivamento, sintomaticamente no dia 13 de agosto, deve ser mera coincidência. E diz que não há o que investigar porque a campanha já se encerrou, quando nós não estamos falando de ilícitos eleitorais".

Gilmar questiona a conduta da Procuradoria: "E aí vem com argumentos de pacificação social, até usando um voto meu. Ora, o Ministério Público a toda hora está pedindo cassação de mandato de vereadores, de prefeitos, de governadores, de senadores. Então isto (arquivamento) vale apenas para a campanha da presidente Dilma?", criticou.

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Ele sugere levar o caso adiante: “Estamos em contato com a Polícia Federal e tudo mais. Agora, se a Procuradoria se tornar um órgão de advocacia partidária certamente nós temos que ser reflexivos” (leia mais).

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