Gilmar critica penduricalhos: compromete terrivelmente o Judiciário

"O auxílio-moradia é apenas a ponta do iceberg. Temos outros penduricalhos, como auxílio-creche, auxílio-livro. Os Estados que estão passando por crises pagam essas vantagens para juízes e promotores", diz o ministro do STF; "O Supremo, que deveria ser o teto, na verdade se tornou o piso", acrescenta

Brasília - Presidente do TSE, Gilmar Mendes, faz balanço dos trabalhos do tribunal e apresenta dados sobre prestações de contas de campanhas referentes às eleições municipais deste ano (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - Presidente do TSE, Gilmar Mendes, faz balanço dos trabalhos do tribunal e apresenta dados sobre prestações de contas de campanhas referentes às eleições municipais deste ano (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)


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247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes criticou os penduricalhos pagos a magistrados de todo o Brasil e cuja crítica ganhou força após denúncias recentes feitas pela imprensa.

"O auxílio-moradia é apenas a ponta do iceberg. Temos outros penduricalhos, como auxílio-creche, auxílio-livro. Os Estados que estão passando por crises pagam essas vantagens para juízes e promotores", diz o ministro, em entrevista ao Estadão, ao comentar os benefícios pagos aos juízes Sergio Moro e Marcelo Bretas, apesar de terem imóvel próprio na cidade onde trabalham.

"É inegável que precisa ser uma carreira bem paga, mas é preciso que seja bem definido. Mas que se encerre com esse quadro que compromete terrivelmente a imagem do Judiciário", afirma Gilmar Mendes. "O Supremo, que deveria ser o teto, na verdade se tornou o piso", acrescenta.

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