Geddel e Cunha buscavam 'contrapartidas indevidas', diz PF
O ex-ministro Geddel Vieira Lima e o deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha são suspeitos de gerenciar um esquema para liberação fraudulenta de empréstimos da Caixa Econômica Federal entre, pelo menos, 2011 e 2013, para empresas "dispostas a realizar negociações ilícitas"; de acordo com os documentos da operação Cui Bono (do latim "a quem beneficia?"), deflagrada na sexta-feira pela Polícia Federal, os dois "buscavam contrapartidas indevidas" junto a diversas empresas, sendo que os valores obtidos eram recebidos por meio das empresas do operador Lucio Bolonha Funaro, que eram contratadas como consultorias; recursos teriam beneficiado os dois políticos ou o PMDB
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Brasília 247 - O ex-ministro Geddel Vieira Lima e o deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha são suspeitos de gerenciar um esquema para liberação fraudulenta de empréstimos da Caixa Econômica Federal entre, pelo menos, 2011 e 2013, para empresas "dispostas a realizar negociações ilícitas". De acordo com os documentos da operação Cui Bono, deflagrada na sexta-feira pela Polícia Federal, os dois "buscavam contrapartidas indevidas" junto a diversas empresas, sendo que os valores obtidos eram recebidos por meio das empresas do operador Lucio Bolonha Funaro, que eram contratadas como consultorias. Os recursos teriam beneficiado os dois políticos ou o PMDB.
As informações são de reportagem de Eduardo Campos no Valor.
"As investigações tiveram como base conversas retiradas de um celular de Eduardo Cunha, aprendido em dezembro de 2015 no âmbito da operação Catilinárias. A extensa troca de mensagens mostra Geddel, então vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, combinando operações e até mesmo taxas de juros a serem cobradas de empresas interessadas em obter recursos da Caixa e do FI-FGTS, bilionário fundo de investimento do FGTS. O esquema também envolve Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa, que já fechou delação premiada e tinha contato semanal com Cunha para tratar dos interesses do parlamentar dentro do FI-FGTS.
Os empréstimos suspeitos somam, pelo menos, R$ 1,4 bilhão de acordo com o inquérito da operação. Os valores referem-se aos créditos liberados às empresas BR Vias e Oeste Sul, ambas controladas pela família Constantino, dona da companhia aérea Gol. Também são listadas operações aprovadas para a J&F Investimentos, que controla o frigorífico JBS, e para o frigorífico Marfrig. As empresas Big Frango, Digibrás, Inepar e o frigorífico Bertin também são citados, mas o relatório não deixa claro se os empréstimos foram efetivados.
A Caixa diz prestar colaboração irrestrita às investigações. Geddel, em nota, diz que nada recebeu e que a operação decorre de ilações. A defesa de Eduardo Cunha rechaça as suspeitas. As empresas também negam irregularidades."
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