GDF quer punição para Agnelo e Arruda por denúncias da Lava-Jato

O governo de Brasília informou que vai instaurar processos administrativos contra agentes envolvidos em irregularidades nas obras do Sistema BRT Sul, do Centro Administrativo, do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e do Condomínio Jardins Mangueiral, feitas em gestões passadas; o dano total ao Executivo já identificado nas apurações preliminares é de R$ 209,6 milhões; entre os alvos, estão os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), o ex-vice governador Tadeu Filippelli (PMDB) e do ex-deputado Geraldo Magela (PT)

O governo de Brasília informou que vai instaurar processos administrativos contra agentes envolvidos em irregularidades nas obras do Sistema BRT Sul, do Centro Administrativo, do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e do Condomínio Jardins Mangueiral, feitas em gestões passadas; o dano total ao Executivo já identificado nas apurações preliminares é de R$ 209,6 milhões; entre os alvos, estão os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), o ex-vice governador Tadeu Filippelli (PMDB) e do ex-deputado Geraldo Magela (PT)
O governo de Brasília informou que vai instaurar processos administrativos contra agentes envolvidos em irregularidades nas obras do Sistema BRT Sul, do Centro Administrativo, do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e do Condomínio Jardins Mangueiral, feitas em gestões passadas; o dano total ao Executivo já identificado nas apurações preliminares é de R$ 209,6 milhões; entre os alvos, estão os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), o ex-vice governador Tadeu Filippelli (PMDB) e do ex-deputado Geraldo Magela (PT) (Foto: Leonardo Lucena)


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Brasília 247 - O governo do Distrito Federal informou, nesta sexta-feira (12), que vai instaurar processos administrativos contra agentes envolvidos em irregularidades nas obras do Sistema BRT Sul, do Centro Administrativo, do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e do Condomínio Jardins Mangueiral, feitas em gestões passadas. O dano total ao Executivo já identificado nas apurações preliminares é de R$ 209,6 milhões. Entre os alvos, estão os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), o ex-vice governador Tadeu Filippelli (PMDB) e do ex-deputado Geraldo Magela (PT).

"Vamos abrir processos a partir das irregularidades já detectadas e vamos identificar outras", disse, o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, em coletiva de imprensa. 

Segundo o governo, as investigações do Grupo de Ações Integradas de Controle (Gaic), unidade da Controladoria-Geral do DF implementada em abril, incluem 16 empresas, dois consórcios e 21 pessoas, entre dirigentes de empresas públicas e agentes políticos e privados. Todos foram citados em colaborações premiadas de dirigentes e ex-dirigentes da Construtora Norberto Odebrecht na Operação Lava-Jato.

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Sampaio afirmou que o contrato com o Centro Administrativo, estrutura fruto de parceria público-privada entregue no último dia da gestão passada, pode ser anulado. “Temos que aguardar o desenvolvimento das investigações. Em tese, o fato de processo estar todo viciado poderá levar à nulidade dele.”

Como o governo de Brasília pode punir os responsáveis em âmbito administrativo

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A atuação do Gaic daqui em diante será em oito frentes:

  • Instauração de processo administrativo de fornecedor (PAF), para apurar e responsabilizar empresas envolvidas
  • Instauração de processo administrativo disciplinar (PAD), em desfavor de agentes públicos, inclusive de administradores regionais, ocupantes de cargos de natureza política — no entendimento da Procuradoria-Geral do DF, eles podem ser assim processados
  • Instauração de procedimento de investigação preliminar (PIP), para identificar autoria e materialidade antes de instaurar o PAD
  • Instauração de tomada de contas especial (TCE), para recompor o prejuízo causado aos cofres públicos
  • Encaminhamento de informações ao Ministério Público do DF e Territórios
  • Encaminhamento de informações ao Tribunal de Contas do DF
  • Encaminhamento de informações ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) — nas delações, aparecem indícios de conluio de mercado
  • Finalização de auditoria da Controladoria-Geral sobre o Centro Administrativo

De acordo com o controlador-geral do DF, Henrique Ziller, também presente à entrevista coletiva, cada processo tem prazo estimado de 90 dias. “A matriz de responsabilização traçada pelo Gaic identificou autores e irregularidades por eles cometidas. Os processos devem durar 90 dias a partir da publicação no Diário Oficial do DF.

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Em todos os processos, os prazos visam garantir os direitos de ampla defesa e do contraditório.

CONTROLADORIA-GERAL DO DF CRIA GRUPO PARA IDENTIFICAR RESPONSÁVEIS POR DESVIOS EM OBRAS NA GESTÃO PASSADA

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O envio de informações consolidadas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas serve para que as investigações sigam em outras esferas – como cível e penal –, caso seja necessário. O governo fará investigações administrativas com as sanções previstas na Lei Complementar nº 840, de 23 de dezembro de 2011.

Veja a íntegra do relatório divulgado pelo Grupo de Ações Integradas de Controle (Gaic), da Controladoria-Geral do DF.

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